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Justiça

Directora do Departamento de Operações do BNA, diz em Tribunal que era impossível Valter Filipe desviar os 500 milhões

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A Directora do Departamento de Operações do BNA, Marta Barroso, em declarações no Tribunal, ontem, quarta-feira, 23 de Janeiro, como declarante, colocou por terra toda a acusação do Ministério Público, como já havia feito o actual Governador José    Massano, ao afirmar, de uma forma, peremptoria, que era impossível ocultar e desviar os 500 milhões, porque foram transferidos como aplicação, a prazo, através de registos internacional Swift, com o código de transferência TPR, do Banco Standard Sharter de Londres para o Banco HSBC de Londres, para um gestor de conta, com o nome de Perfectbit, valores esses que depois retornam, com os rendimentos ganhos.

Marta Barroso, declarou que a operação foi registada nos sistemas informáticos SAP e SISIF do BNA e no sistema bancário internacional, bem como, a operação teve a intervenção de mais de 8 pessoas no BNA, 4 do Departamento de Gestão e 4 do Departamento de Operações. A única questão que se trataria,a posterior, era o registo na contabilidade.

Para a defesa, estas declarações reforçam as declarações de Lima Massano e do Subdirector Jurídico do BNA, Álvaro Preira, quando confirmaram, em julgamento, que Valter Filipe tinha competencias para mandar transferir os 500 milhões, nos termos dos contratos e dos artigos 49.°, 50.° e 51.°, da Lei n.° 16/10, de 15 de Julho – Lei Orgânica do BNA, e, do capítulo IV do Despacho n.° 238/2011, do BNA, sobre a Política de gestão e investimentos das Reservas Internacionais.

Advogados ouvidos pelo Correio da Kianda, dizem que estas declarações fazem cair por terra os fundamentos do Ministerio Publico, que acusa Valter Filipe e Domingos Bule, de desvio dos valores e peculato, por orientação do Ex-presidente José Eduardo dos Santos e o envolvimento do seu filho José Filomeno e do seu amigo Jorge Gaudêncio.