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TRANSPORTES

Coordenador do GONAIL diz que Novo Aeroporto traz desafios e oportunidades de negócios

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O Coordenador do Gabinete Operacional do Novo Aeroporto Internacional de Luanda (Gonail) António Agostinho Neto, José Paulo Nóbrega, disse ontem, em Luanda, que aquela infraestrutura aeroportuária traz para o país, vários desafios e novas oportunidades de negócios.

O responsável discursava na sessão Técnica do fórum sobre a avaliação da capacidade de suporte de pavimentos Aeroportuários, realizada nesta quarta-feira, em Luanda.

José Paulo Nóbrega começou por dizer que a nova infraestrutura, localizada em Bom Jesus, há 40 KM da cidade de Luanda, tem enormes possibilidade de ampliação. Até 2024 terá 4,2 Milhões de Pax, com possibilidades de expansão até 15 Mi Pax / ano, 45 Mi Pax construindo mais uma pista/Ano, 65 Mi Pax/ Ano e será construído mais um terminal, pelo que não tem limitações em termos operacionais.

Para o coordenador do Gabinete Operacional do Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL), nova infraestrutura afigura-se como é um local onde passageiros e cargas podem passar de um modo de transporte para outro.

“Temos que analisar esta nova infraestrutura como um polo indutor de negócios, Hoteis, Logística, Serviços, pois tem previsto todas as infraestrutura para potenciar o desenvolvimento destas actividades, um Polo de Serviços Aeroportuários, um Polo Logístico e um Terminal Ferroviário (Combustíveis, mercadorias e pessoas) e uma cidade Aeroportuaria”.

José Paulo Nóbrega destacou, por outro lado, os benefícios do Aeroporto.

“A necessidade de transformar o aeroporto num hub de passageiros apoiando voos intercontinentais e distribuindo regionalmente para os países vizinhos (410 milhões de habitantes) é uma oportunidade por outro lado também um desafio pois obriga ao desenvolvimento de
sectores com potencialidade de exportação de produtos por via aérea como sejam hortícolas, frutos tropicais peixe e marisco”, afirmou.

Disse ainda que o aeroporto tem um impacto “muito importante” na economia angolana, e que poderá alavanca-la.

“E a futura cidade aeroportuária com cerda de 10.000 ha, maior que o casco urbano da cidade de luanda, vai também permitir estruturar o crescimento urbano da cidade de Luanda criando uma cidade verde, privilegiando a mobilidade áreas de lazer serviços e habitações para os vários estratos da nossa população”, justificou.

Entretanto, reafirmou o arranque do Aeroporto ainda este ano e por esta razão, para garantir a qualidade dos trabalhos executados, o Laboratório de Engenharia de Angola fez ensaios de método de classificação estrutural de pavimentos aeroportuários ACN/PCN (Aircraft Classification Number/Pavement Classification Number), cujos testes vigoram desde 1983.

“Estes testes permitem efectuar uma análise estrutural de pavimento através do cálculo das respostas da estrutura à passagem das cargas das aeronaves nas áreas de movimento do aeroporto, na forma de tensões, deformações e deflexões nos pontos críticos da estrutura, de maneira que possibilite avaliar a sua capacidade de resistir aos mecanismos de degradação provocados pela acção repetida das cargas oriundas do rolamento das aeronaves”.

Relembrou que o ICAO propôs, numa adenda ao anexo XIV, a substituição dos ensaios PCN/ACN pelos ensaios pelos ACR/PCR (Aircraft Classification Rating/Pavement Classification Rating) até 2024, que adotará um procedimento empírico-mecanístico baseado na análise elática linear de camadas, o que pode resultar em uma melhor avaliação da capacidade estrutural dos pavimentos.

Participaram do fórum, o Director Nacional para a Economia das Concessões, Eugénio Mauro de Lima Fernandes; o Bastonário da Ordem dos Engenheiros de Angola, Augusto Paulino Neto; representantes do Ministério das Obras Publicas e Urbanismo, da Forca Aérea Nacional, da Autoridade Nacional de Aviação Civil, da Empresa Nacional de Navegação Aérea, do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, da Sociedade Gestora de Aeroportos, da Sonangol, da Sonair, bem como engenheiros da OEA da AAPC e do Gonail.

José Paulo Nóbrega intervinha no fórum fórum sobre Avaliação Estrutural de Pavimentos Aeroportuários Angolanos, onde foram abordados temas como a Metodologia de avaliação Estrutural de pavimentos Aeroportuários, Cálculo do Aircraft Classification Register or Number (ACN) e do ACR pelo software COMFAA da administração Federal da Avaliação dos Estados Unidos da América, bem como a Metodologia ACR na avaliação estrutural de pavimentos aereoportuários e a experiência da ANAC na avaliação Estrutural de pavimentos.

Foram prelectores do fórum, a investigadora Simona Fontul, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, o Director executivo da NRV, Rui Barros, e o engenheiro Virgílio Castelo Branco da ANAC.