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Direcção interina da FNLA protege Ngonda da “fúria” dos militantes

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A direcção interina da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), liderada por Fernando Pedro Gomes, insiste, em nome da conciliação e coesão interna, manter suspenso Lucas Benghy Ngonda do cargo de presidente do partido, embora os militantes exigem a expulsão do mesmo.

A vontade daqueles partidários foi reiterada (Domingo) no passado dia 19 do presente, durante a Assembleia Magna, realizada no Cine São João, em Luanda.

Entretanto, durante o referido encontro que visou informar aos quadros do partido os temas debatidos na reunião do dia 04.03.17, no qual o Comité Central suspendera os mandatos do presidente e do secretário-geral, os militantes, para além de exigir a expulsão de Ngonda, pediram também a alteração da data do Congresso que está marcado para os dias 28 e 29 de Abril, dado o facto de, em seu entender, ser um período tardio, face ao se aproximar das Eleições-Gerais.

Ora, o debate entre os dirigentes e os militantes presentes (vindos de diversas Províncias do país) esteve bastante aceso, facto que obrigou a actual direcção a remeter a discussão da expulsão ou não de Ngonda para um fórum mais alargado de militantes.

“O Lucas tem de ser expulso, suspendê-lo é prolongar com as divergências, porque depois de um tempo ele volta à activa. Não vamos continuar a cometer o erro que o presidente Holden Roberto cometeu em relação a Lucas Ngonda. Tem de ser expulso já!”, insistiu Maria Nkanga, presente ao acto.

Por sua vez, obviamente mais comedido, o presidente interino da FNLA garantiu à imprensa que as preocupações dos militantes sobre o presente e futuro de Lucas Ngonda a nível interno do partido poderão ser resolvidas com base aos Estatutos.

“Iremos resolver o impasse de acordo aos Estatutos, vamos abrir um processo disciplinar que poderá culminar com a sua expulsão, reduzir as actividades ou novamente suspensão, vamos ainda ao Congresso, depois isso é resolvido”, disse.

Questionado se poderá candidatar-se à presidência da FNLA, Fernando Pedro Gomes recusou-se a revelar o jogo, tendo dito apenas que o importante é que o processo de conciliação do partido atinja os objectivos pretendidos.

“Estou totalmente optimista quanto aos resultados a obter neste processo. Pois nem o Tribunal Constitucional poderá manter Lucas Ngonda na Presidência da FNLA”, assegurou, tendo de seguida tranquilizado os secretários provinciais e municipais do partido de que não serão retirados de seus postos.

“Os únicos suspensos são o presidente e o secretário-geral, todos outros dirigentes continuam em funções”, disse.

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