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Sociedade

Dino Matross e Joaquim do Rosário acusados de abuso autoridade e de expropriação de Terra

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Os dois altos dirigente ligados ao partido no poder (MPLA), General Dino Matross e o comandante Municipal da Polícia Nacional em Talatona, Joaquim do Rosário, estão a ser acusados de abusos de poder e de expropriação de um espaço de mais de 400 hectares, localizado no distrito urbano do Patriota pertencente a Associação dos camponeses Ana Ndengue.

A informação foi avançada nesta quarta-feira, 12, pelo Presidente da Associação dos Camponeses, Mateus Adão, afirmando que o antigo Secretário geral do MPLA e deputado Dino Matross e o actual comandante municipal da Polícia Nacional em Talatona, comissário Joaquim do Rosário, venderam o espaço dos camponeses ao Banco BESA, sem o conhecimento dos  agricultores.

“Dino Matross vendeu aquele terreno ao Banco BESA por isso que ele não quer largar”, disse acrescentando que “há um processo crime no tribunal devido o terreno em litígio, mas o general na reserva em conivência com Joaquim de Rosario, querem apropriar-se do espaço porque sabem que a justiça está a favor dos camponeses”.

 “O senhor Rosário está se apresentar dentro de Luanda, como o único comandante superior  dos demais Comandantes”, acusa.

O responsável da Ana Ndengue roga ao Presidente da República para que tome medida ao comandante de Talatona por estar em volvidos em quase todos os casos de ocupação de terra na capital.

“Se Rosário lhe tomassem medidas isso tudo não podia acontecer”, lamentou.

“Eu peço ao senhor Presidente da República, João Lourenço para tomarem medidas à essas pessoas, porque segundo ele, são estes dirigentes que estão a manchar a imagem do Chefe de Estado e do país”.

Para o líder associativo, “em países onde há democracia no verdadeiro sentido a Polícia não se mete em casos de lutas terrenos. É muita corrupção e as forças da ordem que são usados vejam que o povo é capim”.

Segundo o porta-voz da Associação, nesta quarta-feira, os agentes da fiscalização da administração do Talatona e da polícia agrediram velhas e jovens, bem como apreenderam materiais de construção que se encontravam no terreno.

Refere ainda que as forças da fiscalização e da Polícia Nacional sob orientação de Dino Matross e Joaquim do Rosário destruíram e deitaram por terra obras dos camponeses deixando-os ao relento.

De acordo com os camponeses e testemunhados por vários órgãos de comunicação Social, Dino Matross e o comandante do Talatona Joaquim do Rosário orientavam a demolição das obras e acto de espancamentos contra os camponeses dentro de uma viatura.

Contactado pelo Correio da Kianda, Dino Matross confirma a existência de um litígio de terra, assegurando que o caso já está em Tribunal.

O antigo dirigente dos camaradas enfatiza que não está envolvido na ocupação de terra.

“O  espaço que tem naquelas mediações foi comprado e que existe provavelmente outras pessoas que querem se apropriar dos terrenos dos camponeses e não eu”, esclareceu.

Quando a acusação de ter vendido o espaço de mais de 400 hectares ao BESA, Dino Matross descarta qualquer relação com a empresa.