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Opinião

Opinião pública: Um olhar politológico

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O regime político, procura determinar ou identificar as formas de exercício do poder político num determinado Estado, tendo em conta a relação entre governantes e governados, como também determinar o grau de participação dos cidadãos no exercício do próprio poder.

As fórmulas classicamente praticadas nos países democráticos, cuja estrutura estadual assenta na democracia liberal, normalmente, os partidos e coligações dos partidos políticos e outras forças sociais existentes na estrutura política e societal do Estado, procuram através do sufrágio universal obter a expressão da vontade popular nas suas diversas opiniões «pluralismo político» de modo á puderem predominar a vontade da maioria, mas mantendo a possibilidade de manifestação das minorias.

Nesta senda, a opinião pública nestas sociedades e Estado, goza um papel fundamental e está associada a existência ou estrutura da consciência social, isto como forma de concepção oficial de qualquer grupo que constitui ou conforma a sociedade. As associações com interesses comuns em que se está patente a sua posição em relação aos acontecimentos e fenómenos da vida social que marcam a sociedade.

Com isso, pode-se perceber que os regimes liberais são normalmente «tipificado» com a combinação dos sistemas de democracias representativas e participativas – em que são caracterizados por três elementos essenciais: a opinião pública, partidos políticos e a sociedade civil. A opinião é por excelência, um juízo formado a respeito de certa ideia, de certa pessoa ou certo facto. E torna-se publica quando compartilhada por grande número de componentes de um grupo social de tal modo que qualquer deles, ao exprimir um juízo, tenha grande probabilidade de encontrar concordância entre os seus concidadãos.

Portanto, a opinião pública traduz em cada época e lugar juízos de diferente estabilidade e valor. Obviamente, que há atitudes sociais ancoradas em crenças, hábitos, tradições, sentimentos e ate preconceitos nos quais se alicerçam a existência colectiva e que caracterizam uma cultura. E, nas entranhas destes acontecimentos ocorre normalmente a formação da opinião no dia-a-dia pelos juízos que se fazem ao redor de figuras, factos e acontecimentos que ocorrem ou ocorridos na sociedade, ou ainda da vida corrente (muita das vezes sob o domínios das primeiras impressões mal esclarecidas) que a reflexão e a informação posteriores corrigirão ou não, mas que o tempo em geral faz esquecer. A opinião pública, numa perspectiva geral, ela, expressa a forma de recomendações, exigências e se manifesta com a aprovação ou a reprovação de algumas acções de umas ou outras instituições sociais, os actos de um indivíduo ou um grupo de indivíduos. Doravante, a opinião pública se forma tanto em virtude das influências – consciente sobre os grupos que conformam as organizações e instituições de modo espontâneo.

A opinião pública segundo Professor Marcello Caetano [:380], é um fenómeno complexo dado a sua variedade, estrutura e extensão. A sua formação não esta simplesmente abrangida na esfera da sua zona superficial, isto é, aquilo que se caracteriza como a opinião corrente ou comum sobre os homens e vida em sociedade ou ainda sobre os factos do momento. Portanto, a opinião pública é influenciada por crenças profundas e atitudes duradouras, quando elas existam e as circunstanciais políticas, os interesses económicos, as preocupações intelectuais, os espectáculos, a propaganda ideológica – concorrem para posição que se toma na zona média. Os meios de informação, tais como: a Imprensa, Rádio, Televisão, Cine-Jornais, formam as opiniões na vida quotidiana, quer através da intenção com que dão relevo a umas noticias e minguam o mérito de outras (quando as não omitem), quer pelo comentário de que as fazem acompanhar.

Nos dias de hoje, a opinião pública tem pouco de espontâneo, sendo largamente influenciada pelos órgãos de informação e marcadamente pelas campanhas de propagandas (publicidades) de ideologias ou de interesses restritamente nacionais ou estrangeiras de cariz político ou económico. Por essa razão, torna-se cada vez mais árdua e interessante compreender o fenómeno globalizante que formata as sociedades e apreender as noções gerais relativas a um mundo cada vez mais complexa e vasto. E, isso condiciona por um lado, a opinião pública pelos factores subjacentes e emocionais, fugindo desta forma a razão e a lógica.

A luz desta realidade, a expressão da opinião pública encontra os seus canais de escoamento na imprensa periódica. Embora, a tal perspectiva ou menção não seja inteiramente exacta. Com isso, a imprensa periódica no mundo de hoje exprime apenas episodicamente as correntes de opinião pública do meio social em que se publica. Todavia, a opinião pública, só influi num Governo de um País quando exprimisse através do sufrágio eleitoral ou de referendo, ou seja, mediante o aparecimento de líderes que saibam capta-la e traduzi-la. E, exerce a função motora, quando reclama iniciativas ou exige reformas sociais. E, a sua função, traduz-se na fiscalização da vida pública.

O comentário dos actos políticos ou público-administrativo, obriga gestores da coisa pública, apesar dos seus actos administrativos e resoluções ponderarem, dados os efeitos que estes actos podem suscitar na opinião pública. E, no que respeita à vida pública, os governos e os seus funcionários têm o dever de informar o público dos factos mais importantes que afectam a vida da colectividade e sobre as razões determinados das resoluções tomadas. Esse dever resulta primeiramente de que eles têm de dar contas ao País da sua acção; e depois da circunstância de haver factores de apreciação e de decisão só produzidos nas esferas governamentais ou administrativas e que não podem ser do conhecimento geral antes de revelados pelos governantes.

Portanto, a impossibilidade em que os cidadãos se encontram de deter todos os elementos necessários para avaliar os riscos e vantagens da opção por uma solução política ou administrativa em vez de outra, impõe as pessoas prudentes reservas nos seus juízos antes de conhecer as razões de quem decidiu.

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