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Dezenas de milhares em Barcelona manifestam-se contra repressão

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“Fora as forças de ocupação”, “Barcelona é antifascista”, “Mariano não manda nada aqui” e “SOS Europa” foram algumas das palavras de ordem que mais se ouviam.

Vários helicópteros da polícia sobrevoavam o centro da cidade e os Mossos d’Esquadra (polícia regional) asseguravam cortavam o tráfico aos automóveis para assegurar a manifestação que se estendia por várias artérias do centro da cidade.

“Não sei se na Catalunha há uma maioria pela independência, mas os espanhóis são como os fascistas eram e agora também sou separatista”, disse à agência Lusa Andrea Sassi, acrescentando que lhe parecia ser a “reação normal” depois do que tinha acontecido no domingo.

Os estudantes apoiavam a “paralisação geral” convocada pelos sindicatos e outras associações cívicas catalãs como resposta à “violência desproporcionada da atuação da Polícia Nacional e da Guardia Civil” em várias assembleias de voto no referendo de domingo, considerado ilegal pelo Estado espanhol.

Josef Carrillo, de meia-idade, criticou o rei Felipe IV por estar “escondido, sem dizer nada, nem sequer desejado a recuperação daqueles que também considera serem espanhóis e foram feridos pela polícia no domingo”.

Os presentes empunhavam bandeiras catalãs, mas aqui e ali também passavam grupos de jovens com bandeiras espanholas, sem que houvesse qualquer sinal de tensão ou violência.

“Não pensamos que os casos de violência tivessem sido generalizados” e estamos aqui para apoiar a “convivência entre todas as partes”, disse Mara Almeida com uma bandeira espanhola pelas costas.

Dezenas de manifestações e concentrações pacíficas de pessoas estavam previstas um pouco por toda a Catalunha.

O Governo catalão sustentado por uma maioria parlamentar que apoia a independência da região organizou no domingo um referendo ilegal, muito polémico, em que apenas 42% dos eleitores foram votar para decidir por esmagadora maioria que desejam ser independentes de Espanha.

A consulta foi boicotado pelos movimentos e partidos que não apoiam a separação da Catalunha de Espanha, apesar de muitos deles também defenderem a realização de uma consulta popular na região, mas feita de acordo com as regras aceites por todos e não apenas de uma das partes.

A votação de domingo foi marcada pela intervenção da polícia espanhola, que tentou encerrar da parte da manhã alguns centros eleitorais, numa ação que teve momentos de grande violência, que passaram nas televisões de todo o mundo.

Os resultados finais do referendo são impossíveis de certificar com as garantias normais para consultas deste tipo e não têm a homologação internacional.

O chefe do Governo catalão, Carles Puigdemont, vai nos próximos dias levar os resultados da consulta ao parlamento regional para decidir se declara unilateralmente a independência.

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