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Detido nos EUA pode ser deportado para o Egipto onde foi condenado à morte

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Nos Estados Unidos, Ahmed Abdelbasit, de 33 anos, é um professor de Física sem qualquer cadastro. Estava a caminho da escola para mais um dia de aulas quando, no passado dia 5 de abril, foi detido.

Ahmed Abdelbasit corre agora o risco de ser deportado para o seu país onde foi condenado à morte por participar em protestos.

A detenção foi feita pela ICE, a força norte-americana orientada para a imigração que tem contado com o apoio de Donald Trump desde que este chegou ao poder.

Esse apoio, aliás, gerou divisões, havendo polícias de grandes cidades que têm evitado colaborar com a ICE, que por sua vez tem sido alvo de críticas por deter imigrantes com o intuito de deportá-los, independentemente de estes terem ou não cometido crimes ou e de estarem ou não no país há vários anos.

Foram os advogados de Ahmed Abdelbasit que deram conta da sua detenção ao Huffington Post. Desde 5 de abril que este professor de uma escola privada continua detido. Não se sabe ainda que seguimento será dado ao caso. Os advogados queixam-se da falta de informação. 

Se for deportado, Ahmed Abdelbasit corre riscos. No seu país, o Egito, foi condenado à morte in absentia, isto é, condenado num julgamento que não contou com a sua presença. Alunos deste professor lançaram já uma campanha online de apoio.

A condenação de Ahmed Abdelbasit surgiu por este ter participado nos protestos a favor da manutenção de Mohamed Morsi no poder. O líder da Irmandade Muçulmana, recorde-se, venceu as eleições em 2013, as primeiras eleições democráticas do país depois de décadas de liderança de Hosni Mubarak.

Mohamed Morsi seria, porém, deposto pelas forças armadas egípcias, lideradas pelo general Abdel Fattah el-Sisi, num momento tenso de vida do Egito. Chegou a ser condenado à morte mas um recurso evitou que esta primeira sentença fosse aplicada.

Abdel Fattah el-Sisi é o atual presidente do país, tendo vencido já este mês de abril as eleições, com cerca de 97% dos votos.

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