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Detido nos EUA, Nicolás Maduro apela à união dos venezuelanos após forte sismo

Mensagem de solidariedade enviada a partir dos Estados Unidos da América apela à coesão nacional diante de tragédia natural.

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Detido nos Estados Unidos da América, o presidente afastado da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma mensagem de solidariedade e união ao povo venezuelano, na sequência do forte sismo que assolou o país nesta quarta-feira. Através das redes sociais, o antigo líder manifestou o seu apoio às famílias afectadas e apelou à serenidade de toda a nação neste momento de extrema dificuldade.

Apelo à unidade e resgate das vítimas

Na sua publicação, o líder venezuelano destacou a importância de não deixar ninguém para trás, exortando as comunidades a cuidarem dos cidadãos mais vulneráveis, nomeadamente as crianças, os idosos e os doentes. “Diante do forte sismo que atingiu a nossa pátria, as nossas orações estão com as famílias venezuelanas afectadas. Neste momento difícil, clamamos por unidade nacional, serenidade e amor. Os nossos corações estão com toda a Venezuela”, escreveu Maduro.

O político afastado sublinhou ainda a necessidade de apoiar activamente os trabalhos das equipas de socorro que operam no terreno. De acordo com os dados mais recentes avançados pela agência Reuters, o sismo causou pelo menos 164 mortos e mais de mil feridos, havendo ainda várias pessoas soterradas sob os escombros de dezenas de edifícios e habitações que desabaram.

Contexto político e detenção em solo americano

A situação de Nicolás Maduro decorre dos acontecimentos de Janeiro deste ano, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma operação militar de larga escala contra a Venezuela. A acção militar atingiu a capital, Caracas, bem como outras cidades importantes do país, por vias aérea e terrestre.

Na altura, a administração norte-americana confirmou o sucesso da intervenção militar, que culminou na captura e subsequente extradição de Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, do território venezuelano. Mesmo sob custódia nos Estados Unidos, o antigo governante mantém-se atento aos acontecimentos que afectam o seu país de origem, utilizando as plataformas digitais para comunicar com os cidadãos.

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