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Sociedade

Detido empresário por burlar mais de 300 jovens com promessa de emprego na Huíla

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Acusado de crimes de burla qualificada, com duas passagens pela Polícia pelas mesmas situações no ano passado, o SIC deteve um dos responsáveis, na província da Huíla, ligado ao grupo empresarial angolano HHB Lomboleni, que dizia ter disponível um financiamento de 355 milhões de euros, destinado a um projecto agro-pecuário e industrial para os próximos 10 anos em todo país.

Trata-se de um cidadão de 53 anos de idade, suposto empresário, um dos responsáveis da HHB Lomboleni, empresa vocacionada à prestação de serviço e formação profissional, com sede no município da Chibia,  e uma filial na comuna da Arimba, no Lubango. Existe há mais de dois anos, mas as suas acções estavam projectadas para todo país, onde previa empregar mais de 300 jovens em cada um deles, segundo escreve a imprensa local.

Até Outubro de 2023 a acima referida empresa contava com trinta accionistas, dos quais 26 são angolanos e os restantes de nacionalidade brasileira, israelita e francesa. Para além da França, Israel e Brasil, a empresa teria convénios com congéneres do Japão e a África do Sul, no segmento da formação.

Segundo referiu o porta-voz do SIC na Huíla, inspector Segunda Quitumba, o cidadão foi detido na segunda semana do mês em curso, no bairro Lucrécia, município do Lubango, acrescentando, por outro lado, que o suspeito fazendo-se passar por empresário, dirigiu-se ao município do Quipungo, e foi ter com dois vendedores de cereais, tendo solicitado 181 sacos de milho e massango, avaliados em mais de seis milhões de kwanzas, com a promessa de pagar no dia seguinte, facto que não foi concretizado.

Declarou o oficial, que fruto de investigações, foi possível apurar que o mesmo, agora detido, não obstante a burla de que vem indiciado, também teria feito mais de 200 vítimas nos municípios da Chibia e da Matala, com a promessa de emprego, solicitando de 15 a 50 mil kwanzas, a cada um para que se efectivasse.

Sublinhou que o suspeito já foi detido por duas vezes, pelas mesmas práticas, mas nunca chegou a julgamento, todas em 2023, pelo que desta vez lhe foi aplicada a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

Com Angop

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