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Detida em flagrante funcionária do SME por crimes de auxílio à migração ilegal 

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Foi detida no Bengo em flagrante delito uma funcionária afecta ao Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) 3a Subchefe, colocada no posto de atendimento da secção de Expediente migratório, por factos constitutivos dos crimes de corrupção passiva de funcionário público, associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, tráfico de influência e contrafação por fort e indícios do seu envolvimento num esquema fraudulento, de emissão de passaportes e outros actos migratórios em troca de valores monetários, refere a nota do Serviço de Investigação Criminal -SIC, que a Rádio Correio da Kianda teve acesso.

O documento diz que a detenção decorre por ter sido flagrado no interior da sua viatura, que se achava parqueada na instituição onde foram encontrados no porta bagagem, diversos documentos, entre os apreendidos constam, pedidos de autorização de residências de estrangeiros, passaportes de cidadãos estrangeiros, solicitaçoes de prorrogações de visto de trabalho, formulários de pedido de vistos “virgens e preenchidos”, formulários para emissão de passaportes, cópias de passaportes de estrangeiros, processos de concessão de passaportes ordinários para menores, processos de pedido de visto de permanência temporária para estrangeiros, solicitação de cancelamento de visto de visto de trabalho, formulários preenchidos para emussao de oassaportes , uma almofada de colheita de impressão digital, assim como vinhetas com assinaturas do antigo Director do SME, refere a nota.

N cumprimento de mandado de revista, buscabe apreensão efectuadas na residência da funcionária em causa, foram apreendidos três (3) passaportes, emitidos nos meses de Agosto e Novembro, do ano em curso, em nome de dois adultos e uma menir, presumidamente conexos com os factos anteriores.

A cidadã, segundo o SIC, foi presente ao Ministério Público, já sequência ao Juiz de Garantia que aplicou-lhe a medida de caução, de 300 mil kwanzas, seguindo o processo para a instrução preparatória, conclui o documento que apela os cidadãos a cultura de denunciar todas as práticas que alterem a ordem e tranquilidade Públicas.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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