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Sociedade

Desinfestação apontada como causa de desmaios em fábrica no Cazenga

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Estão ainda por se apurar as causas dos desmaios dos 178 trabalhadores de uma empresa especializada em produção de fardamentos no Município do Cazenga.

Entretanto, aos microfones da Rádio Correio da Kianda, os trabalhadores contaram como tudo aconteceu: “logo pela manhã fomos surpreendidos ao entrar na fábrica com um cheiro muito forte, o que se apurou aqui é que a fábrica durante o fim-de-semana foi desinfestada, então as colegas estão a desmaiar, disse António Garcia, um dos trabalhadores.

Outro trabalhador, que não quis se identificar, confirmou que logo ao chegarem notaram um cheiro diferente na unidade fabril: “quando entramos de manhã para trabalhar, encontramos um cheiro muito forte e perguntamos o que se passava. Nos disseram que a empresa tinha sido desinfestada. Começamos a sentir um aperto na garganta e tivemos que sair todos fora”, disse, outro trabalhador.

O director da empresa fabril de calçados e uniformes, EFCU, antiga Casa Militar, Artur Tombia, onde foi feita a desinfestação cujos produtos químicos utilizados prejudicaram também os trabalhadores da Textang 2, diz que até ao memento são desconhecidas as verdadeiras causas do sucedido, e diz que uma equipa trabalha para determinar as motivações.

“Não estamos em condições de informar efectivamente o que se passou, não somos especialistas na matéria, nós convidamos o representante da empresa que fez a desinfestação para juntos aferirmos obviamente o que terá ocorrido”, disse.

Ontem, um total de 178 trabalhadores deu entrada no Hospital Geral dos Cajueiros, com diversos quadros clínicos, incluindo falta de ar, vómitos, náuseas, dores de estômago e ansiedade causados por inalação de um produto tóxico não identificado.

Formado em radiojornalismo, com passagem por órgãos de comunicação social públicos e privados. Possui formação internacional em Comunicação e Multimedia. Estudante do curso superior de Gestão/Comunicação e Marketing.