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Economia

Descarrilamento de comboio provoca perda de sete milhões de kwanzas desde sexta-feira

Manuel Camalata

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O Caminho-de-Ferro de Luanda estima, em comunicado, que as perdas do comboio que se descarrilou, na passada sexta-feira, na região de Zenza do Itombe, tem um prejuízo avaliado em mais de sete milhões, quinhentos e oitenta e nove mil kwanzas.

Em comunicado enviado ao Correio da Kianda, nesta terça-feira, 19, os Caminhos-de-Ferro de Angola informam que as equipas técnicas da empresa continuam a trabalhar arduamente no local para repor o mais rápido possível a circulação dos comboios para Malanje, entretanto interrompida desde aquela data.

“Até hoje, os trabalhos se têm centrado em dois eixos principais. Primeiro, na transferência do combustível das cisternas tombadas para outras, operação que exige o máximo de cuidado para evitar que haja mais derramamento de gasóleo para o ambiente. Segundo, no carrilamento das restantes seis cisternas que não tombaram”, lê-se.

Nesta terça-feira, foi iniciado o trabalho de retirada dos vagões-cisterna tombados do penhasco em que se encontram, para recolocá-los na linha férrea, com recurso a utilização de gruas e outro material de apoio pesado. Entretanto, a maior dificuldade, informa a empresa, está no facto de o local em que se encontram tombados os vagões, ter características de “um cenário acidentado”, o que obriga a que se redobre os cuidados, e que tem atrasado “o bom ritmo que se deseja dos trabalhos”.

Por esta razão, “até ao momento, ainda não é possível avançar com uma data provável para a reposição da circulação ferroviária para Malanje e as perdas provocadas pela paralisação do serviço estão estimadas em ‪7.589.307.00 de kwanzas por semana”.

Por outro lado, garante estar em curso o trabalho de investigação para se apurar as causas do acidente e eventuais responsáveis. Uma acção, que de acordo com a nota informativa, está a ser levada a cabo pela comissão de inquérito, ora criada.

Este acidente aconteceu no ponto quilométrico 293+130, localizado na denominada zona vermelha de 215 quilómetros entre Zenza do Itombe e Cacuso, construída na segunda metade do século XIX e que não foi reabilitada.

O comboio, que descarrilou na passada sexta-feira, transportava 480.000 litros de gasóleo para Malanje, numa localidade localizada a dez quilómetros da estação do Lucala.

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