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Deputado pede libertação para os três activistas presos há quase um ano em Cabinda

António Cassoma

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O deputado não inscrito em bancada parlamentar, Lourenço Lumingo, solicitou nesta quinta-feira, 21, ao Presidente da República, ao SIC e a PGR, a libertação dos três jovens activistas que se encontram detidos na cadeia civil em Cabinda. Segundo o parlamentar, os detidos nunca foram ouvidos há quase um ano.

Lourenço Lumingo, que falava durante a sua intervenção na Assembleia Nacional, no debate sobre o “Combate à impunidade como factor de boa governação”, disse que “para uma democracia saudável, apelamos às autoridades, no sentido de mais rapidamente possível repor a legalidade, colocando em liberdade os nossos bravos rapazes, pois eles não são criminosos, apenas prisioneiros de consciência”, frisou.

De acordo com o político, os jovens Maurício Gimbi, António Donzela e João Mambuela foram presos por tentarem colar panfletos nas ruas da cidade de Tchiowa, que apelavam ao fim das hostilidades e o diálogo com o governo angolano.

“Sr. ministro, é possível num Estado democrático e de Direito, privar a liberdade de alguém há quase um ano sem ser ouvido?”, questionou o parlamentar.

Sobre o tema em discussão na Assembleia Nacional, o deputado eleito no círculo provincial de Cabinda pela lista da CASA-CE, disse que a “impunidade é um velho tema que foi engavetado há 45 anos e a “boa governação” é um tema que o MPLA apagou no seu dicionário e a PGR, com os mesmos quadros de hoje, ajudou a esconder os criminosos dos holofotes do povo”.

“A impunidade por si só não garante boa governação. A boa governação só será garantida quando deixarem de colocar dinheiros públicos nas mãos de mentes criminosos e impostores”, continuou.

Lourenço disse ainda que a PGR deve “sacudir” os dirigentes deste país, que ao longo do tempo saquearam o erário público, começando pela província de Cabinda, onde ninguém sabe onde foi parar os 78 milhões de dólares enviados anualmente, correspondente a 10% das receitas fiscais de exportação do petróleo, sem contar os orçamentos que eram aprovados em sede do OGE.

Precisamos de um “Cabinda Leaks”, disse fazendo alusão ao “Luanda Leaks”, que revelou uma série de desfalques ao erário público feitos por políticos e familiares de governantes angolanos, com foco nas movimentações financeiras suspeitas feitas por Isabel dos Santos.

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