África
Daniel Chapo desafia África a industrializar-se e apostar na inteligência artificial para gerar riqueza
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, defendeu que África deve abandonar o modelo económico assente na simples exportação de matérias-primas e avançar para a industrialização das suas economias, investindo em inteligência artificial, ciência, economia digital e na qualificação dos recursos humanos.
A posição foi manifestada esta sexta-feira, na Tanzânia, durante uma intervenção em que o Chefe de Estado moçambicano destacou que o futuro do continente dependerá da sua capacidade de transformar os seus recursos naturais em riqueza para os próprios africanos.
“O século XXI será determinado pela capacidade de África transformar o seu enorme potencial em riqueza para os seus povos. O continente já não pode limitar-se a exportar matérias-primas e importar produtos acabados das próprias matérias-primas”, afirmou.
Daniel Chapo sublinhou ainda a importância da integração regional, recordando os laços históricos entre Moçambique e a Tanzânia. Defendeu que os portos, corredores de desenvolvimento, zonas económicas especiais e redes de transporte devem funcionar de forma articulada para aproximar mercados, reduzir custos logísticos, aumentar a produtividade e reforçar a competitividade do continente no comércio internacional.
Segundo o Presidente moçambicano, infraestruturas estratégicas como os portos de Dar es Salaam, Pemba, Nacala e Beira devem ser encaradas como uma rede logística complementar, e não como concorrentes.
“Os portos de Dar es Salaam, Pemba, Nacala e Beira não devem ser vistos como infraestruturas concorrentes, mas como uma rede logística complementar de dois países irmãos, capazes de aproximar mercados, reduzir custos de transportes, fortalecer as cadeias regionais de abastecimento e afirmar a África Oriental e Austral como plataforma competitiva no comércio internacional”, declarou.
As declarações reforçam o apelo à transformação estrutural das economias africanas, defendendo um modelo de desenvolvimento baseado na industrialização, inovação tecnológica e maior integração regional.
