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Cyril numa luta pela sobrevivência

Ana Margoso

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“Todos chegam as nossas “townships” e montam negócios sem terem licenças e autorização. Mas vamos já acabar com isso e quem estiver ilegal, tenha a origem que tiverem fiquem a saber que vai acabar”, atirou o líder da África do Sul que acabou por atiçar a violência esta semana contra os imigrantes residentes na África do Sul.

Imagens de violência contra estrangeiros inundaram as redes sociais com gente a ser apedrejada, carros queimados, lojas incendiadas. A poícia local fala em mortos e feridos.

Julius Malemba, acusou Ramaphosa de estar “a incendiar o país” para desviar as atenções dos reais problemas que aquele país vive.
O próprio líder do ANC teve de vir a público pedir calma a popular, afirmando que aquela barbaridade não representava o povo Sul-africano.

Cyril Ramaphosa, precisava de um trunfo nas mangas para tirar dos ombros a pressão que pesa sob si e o seu partido depois dos maus resultados alcançados nas eleições municipais de 2017, onde o ANC, apesar de conseguir manter a liderança viu reduzido o número de votos em muitas câmaras municipais, inclusive aquelas consideradas suas zonas tradicionais, tal como Port Elizabeth, onde dividiu votos com a AD, partido de brancos, agora liderado por um negro.

Faltando poucos dias para a eleição de 8 de Maio, onde esta organização política será mais uma vez posto à prova, com a eleição de um novo Parlamento, e consequentemente um novo Presidente, ou a continuidade, entende-se bem a razão do discurso incendiário do actual homem forte da Àfrica do Sul.

Para Cyril, assim como para outros membros do seu partido, o que está em jogo nesta altura do campeonato, não é o número de estrangeiros que perdem ou não a vida na África do Sul, mas sim o futuro político do ANC, e a manuntenção do poder político.

Nos últimos anos a popularidade do partido de Nelson Mandela caiu à pique,não só por culpa da crise económica que atingiu aquele país, mas sobretudo pelos altos níveis de corrupção que afectou esta organização. Também o facto de ter surgido um outro grupo de eleitores, que não viveu o auge da segregação racial, e que tem outros anseios, acabou por tirar vantagem ao ANC.

Jcob Zuma, anterior Presidente que foi obrigado a se demitir, depois de estar envolvido em vários casos de corrupção, tem igualmente culpa no cartório.
Curiosamente, Cyril Ramaphosaa que foi vice-presidente de Zuma, e ajudou a tirar-lhe do poder, enquanto Presidente promoteu como seu cavalo de batalha, a luta contra a corrupção.

Tendo, por altura da sua eleição, se comprometido numa “aceleração radical” da economia para a maioria negra, grande parte vive abaixo da linha da pobreza.

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