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Cuba manifesta abertura ao apoio norte-americano apesar do bloqueio imposto pelos EUA
O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, manifestou abertura para receber ajuda dos Estados Unidos, num cenário em que país atravessa o agravamento da crise energética que continua a provocar apagões em várias regiões do país.
Esta reacção surge numa altura em que uma delegação norte-americana liderada pelo director da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se esta quinta-feira, 14, com autoridades cubanas em Havana para discutir possíveis formas de cooperação em matéria de segurança regional e internacional.
Referir que este encontro acontece apesar de o Governo cubano atribuir a crise que o país enfrenta, ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, alegando que as restrições dificultam a importação de combustível e agravam a situação humanitária na ilha. Entretanto, as autoridades admitiram que as reservas nacionais de combustível estão praticamente esgotadas.
Os apagões têm afectado milhões de cubanos, com algumas zonas a registarem mais de 20 horas sem electricidade por dia. A situação provocou manifestações populares e preocupação crescente com a conservação de alimentos, abastecimento de água e funcionamento dos serviços públicos.
Apesar das tensões diplomáticas entre Washington e Havana, Díaz-Canel indicou disponibilidade para dialogar sobre assistência humanitária, num contexto de pressão económica e agravamento das condições de vida no país.
