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Cuba confirma intenção dos EUA de “cooperar no caso do incidente em águas torrenciais”
O governo cubano afirmou esta quinta-feira, 26, que solicitou aos Estados Unidos que contribuam para o esclarecimento do incidente nas suas águas territoriais, que resultou em quatro mortos.
Após este incidente, o governo cubano disse que as autoridades norte-americanas “demonstraram disposição para cooperar”.
Referir que a incursão de uma lancha rápida na quarta-feira, 25, com dez pessoas armadas a bordo, que Havana descreve como “uma tentativa de infiltração com fins terroristas”, ocorre num momento especialmente delicado entre os dois países devido às tensões decorrentes do cerco petrolífero dos Estados Unidos à ilha.
Entretanto, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, acrescentou numa declaração que, para esclarecer os fatos “com todo rigor”, o Governo cubano está disposto a trocar informações com o governo americano e que solicitou informações sobre os dez tripulantes.
Cuba também divulgou as identidades dos quatro mortos e dos seis feridos, e destacou que estavam fortemente armados com espingardas de assalto e equipamento militar, além de exibirem “monogramas de organizações contra-revolucionárias de carácter terrorista”.
Numa primeira declaração do Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, falou sobre o incidente, sublinhando que Cuba “não ameaça nem agride”, mas defende-se de ataques terroristas.
“Cuba defender-se-á com determinação e firmeza contra qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afectar a sua soberania e estabilidade nacional”, escreveu nas redes sociais.