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Economia

Crise obriga Sistec a encerrar lojas

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O volume de facturação da empresa Sistec (Sistemas, Tecnologias e Indústria) baixou, o equivalente em kwanzas, de USD 100 milhões em 2014, para USD 50 milhões em 2017, devido à escassez de divisas no mercado angolano.

Tal situação, que vem se arrastando desde 2014,  obrigou a direcção da empresa ao encerramento de algumas lojas  nas  províncias da Lunda Sul (Saurimo), Uíge, Cuanza Norte e Luanda (junto ao Largo do Ambiente), de acordo com o seu presidente Rui Santos, que falava à margem do seminário sobre tributação.

A empresa, no mercado há  25 anos, precisa de pelo menos  um milhão a um milhão e 500 mil dólares norte-americanos, por mês, para a importação de mercadorias e o abastecimento regular das lojas ainda em funcionamento, mas sem considerar os grandes projectos que tem em carteira.

Actualmente estão operacionais 24 lojas, que tem sido abastecidas com produtos adquiridos, localmente e outros importados por outras empresas.

Face ao contexto, a  Sistec  foi obrigada  a  negociar a  saída de  cerca de  700 funcionários,  num período de três anos  é  meio.

Para manter as restantes lojas,  procurou criar mais serviços que tornaram a empresa menos dependentes  de  produtos  importados directamente, sendo um processo que está a  ajudar  a “equilibrar o  barco”.

“Este não é um fenómeno que afecta  apenas  a Sistec, é uma situação que abrange outras empresas  que precisam de importar produtos”, concluiu.

A Sistec é uma empresa angolana que exerce a sua actividade há 25 anos e é líder de mercado nas áreas de produtos electrónicos informáticos e tecnologias de informação.

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