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Sociedade

Crise na Igreja Universal: reconciliação entre pastores angolanos e brasileiros em cima da mesa

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A Comissão de Reforma da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola afirma ter recebido, nos últimos dias, um pedido de “acordo” por parte da ala brasileira para que se retire as queixas-crimes que se encontram junto da Procuradoria-Geral da República, em que são acusados de vários crimes, a liderança constituída maioritariamente por bispos daquela nacionalidade.

A revelação foi feita, nesta terça-feira, 29, em conferência de imprensa, que teve lugar na catedral do Morro Bento, realizada por pastores angolanos da comissão de reforma que, dentre outras questões, proclamaram serem, a partir de agora, os legítimos representantes da referida igreja em Angola.

“Depois destas últimas apreensões que aconteceram, fomos surpreendidos com um contacto em que a liderança brasileira pediu  um acordo e entre os pontos do acordo que recebemos diz assim: vamos negociar, vamos conversar, mas que sejam retiradas as queixas-crimes”, revelou, a comissão de reforma aos jornalistas.

Apesar de ter sido anunciado o suposto pedido de acordo por parte da ala brasileira, aos jornalistas, a comissão reformista rejeitou partilhar o referido documento, alegando não ser o momento oportuno.

“Não convém ainda partilhar de forma física o acordo, porque no nosso entender, há preocupação, ou até mesmo um certo medo, de quem está a pedir para retirar a queixa”, justificam, acrescentando estarem abertos para uma possível reconciliação com a ala brasileira.

Entretanto, em reacção aos pronunciamentos da comissão reformista na conferência de imprensa que decorreu nesta terça-feira 29, a liderança brasileira, numa nota enviada ao Correio da Kianda, considera como sendo falsas as informações da proclamação dos pastores da ala reformista, como sendo os legítimos representantes da igreja acima referida no país.

“A Igreja Universal do Reino de Deus vem comunicar que o conselho de Direcção da IURD legalmente constituído, continua o mesmo, sem qualquer alteração ou mudança, sendo que os pronunciamentos públicos do referido grupo não tem qualquer legitimidade ou legalidade para se representar como Igreja Universal do Reino de Deus, pois os mesmos estão a usar a comunicação social para de alguma forma sobrepor à justiça e induzir as pessoas intencionalmente em erro, exclusivamente para atenderem aos seus interesses materiais”, lê-se no comunicado da liderança brasileira em resposta à conferência de imprensa realizada na manhã de ontem por pastores angolanos pertencentes à comissão de reforma.

Enquanto decorria a referida conferência de imprensa, um grupo de fiéis discordantes da comissão de reforma, manifestou-se com gritos,  exibindo cartazes com letras, pedindo justiça ao Estado angolano na resolução dos conflitos.