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Sociedade

Crise faz aumentar número de jovens que trabalham como manicure nas ruas

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A  falta de oportunidade de emprego e dificuldades económicas são algumas questões que levam vários jovens, com idades compreendidas entre os 13 e 31 anos, provenientes, na sua maioria, do interior do país, a exercerem a actividade de manicure e pedicure nas ruas, como meio de subsistência.

Augusto Manuel, de 27 anos, residente no Benfica, natural da província de Benguela, frisou que exerce esta profissão há mais de cinco meses. Segundo ele, é a forma que encontrou para ganhar dinheiro de forma honesta ”do pouco que ganho neste trabalho consigo ajudar a minha família, visto que o meu pai e mãe não trabalham”.

Acrescentou ainda que sonha em ter um outro tipo de ocupação, mas enquanto isso não acontece, vai continuar a exercer a referida actividade.

Já Garcia Sebastião, 20 anos, residente também no Benfica, frisou que está em Luanda há mais de um ano. ”Vim em busca de melhores condições de vida. Fui influenciado pelo meu amigo, notei que tinha jeito e decidi continuar“, contou.

Questionado sobre o rendimento diário, o jovem respondeu que “tudo depende do dia, mas entre 5 a 8 mil kwanzas”.

Paulo Adriano vive com os amigos. Segundo ele, a relação com os demais colegas é boa, pois exerce a profissão há 4 anos. “Arrendamos uma casa no valor de 13 mil kwanzas mensais, o preço da renda é muito alto cá em Luanda, por isso repartimos os custos, vim para Luanda na esperança de uma vida melhor, tenho feito diariamente um valor que varia entre os 4 mil a 7 mil kwanzas. Apesar de muito sofrimento, consigo sustentar-me e também à minha família com o pouco que ganho”.

De acordo com a esteticista Victoriana Joaquim, os serviços de manicure e pedicure nas ruas deve ser feito com muita cautela e atenção.

”As pessoas devem levar os seus materiais, principalmente, nas ruas onde há maior índice de transmissão das doenças. Mesmo em casas apropriadas na execução destas actividades também devemos ter muito cuidado, pois não devemos confiar na totalidade no material existente nas casas e nas ruas”.

Por: Baptista Zau