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Crise energética e falta de alimentos levam a ataques contra escritórios do Partido Comunista em Cuba

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Manifestantes em Cuba atacaram um escritório local do Partido Comunista na madrugada de sábado, 14, em meio a uma crescente insatisfação popular provocada por apagões prolongados e escassez de alimentos que afectam várias regiões da ilha.

O episódio ocorreu na cidade de Morón, na província de Ciego de Ávila, cerca de 400 km a leste de Havana. Moradores, insatisfeitos com a falta de energia elétrica e o acesso limitado a produtos essenciais, arremessaram pedras contra a sede do partido e incendiaram móveis na recepção. Outros estabelecimentos, incluindo farmácias e mercados, também foram atingidos. Pelo menos cinco pessoas foram detidas, e uma precisou de atendimento hospitalar, segundo relatos da imprensa local e da agência Reuters.

A crise energética em Cuba tem se agravado desde o início do ano, com apagões que, em algumas localidades, chegam a durar até 30 horas, conforme informou o presidente Miguel Díaz‑Canel. Cerca de 80 % da eletricidade do país ainda depende de termelétricas alimentadas por combustíveis importados, cuja chegada tem sido dificultada pelo que o governo descreve como o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, intensificado após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado histórico de Cuba.

Além da eletricidade, a escassez de alimentos e bens de primeira necessidade aumenta a frustração da população, que vê os preços subirem enquanto produtos básicos se tornam cada vez mais difíceis de encontrar. Os protestos em Morón são um reflexo dessa tensão social, que tem se manifestado em pequenos episódios de mobilização popular em outras cidades cubanas nos últimos meses.

O governo cubano reagiu rapidamente, realizando detenções e garantindo que investigará os incidentes. O presidente Díaz‑Canel também anunciou conversações com representantes dos Estados Unidos na tentativa de reduzir tensões e buscar soluções para as divergências bilaterais que impactam a economia e o fornecimento energético da ilha.

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