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Criminosos disfarçados de taxistas

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No dia 12 do mês em curso, passageiros, com armas de fogo apontado à cabeça, viveram o drama de estar a dividir o mesmo espaço com assaltantes na zona do Talatona, em Luanda.

Marta Vunge, jovem de 27 anos, casada, conta, embora ainda assustada, o que viveu com outros passageiros que dividiam o mesmo transporte privado. O drama ocorreu por volta das 17 horas, quando saia do local de trabalho e deslocava-se à Universidade para uma prova de recurso, o percurso foi interrompido quando viu a viatura dirigir-se num caminho contrário ao habitual.

“Pedi ao cobrador para ficar na Avenida Van-Dúnem “Loy” e, para meu espanto e dos demais, um dos passageiros, que estava sentado ao fundo do carro, sacou uma arma-de-fogo da cintura e pediu para as pessoas colaborarem, a fim de saírem com vida”, afirmou Marta Vunge.

O alvo eram duas kinguilas (trocadoras de dólares), que também estavam no táxi, cujo percurso era vila do Gamek/Golfe 2, mas desviaram para Rotunda da Fubú e apanharam a via do Camama, passando pelo Calemba 2 até chegarem à Viana, onde foram largados.

Antes de serem largadas, uma das kinguilas foi violentamente agredida pelo cobrador, por se recusar a entregar os haveres, sobretudo dinheiro, que levava consigo.

A vítima contou que a acção dos bandidos durou mais de três horas, ou seja perdurou até quase 21 horas. “Depois de tudo pedi que me devolvessem a pasta com os documentos, não me levaram o telemóvel por que estava no bolso da calça. Foi a pior coisa que já havia vivido, nunca tinha passado por nada parecido”, explicou.

Questionada se apresentou queixa à Polícia, disse que o trauma foi tão grande que nem meditou nisso, uma vez que apenas pensava na vida e nos outros que foram poupados, pelo que, de hoje em diante, vai prestar mais atenção aos táxis que usar.

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