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Sociedade

Criminalidade em Benguela: cresce sentimento de insegurança nos bairros periféricos

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A delinquência juvenil na cidade de Benguela tem estado a ganhar, nos últimos tempos, contornos alarmantes, com o sentimento de insegurança a tornar-se cada vez mais evidente no semblante dos moradores que vivem em bairros periféricos.

Com um crescimento exponencial de gangues em zonas periféricas, no centro urbano ou na periferia, já é sentida a acção de gangues, que, na sua maioria são formados por menores com idade que vão dos 12 aos 18 anos. Telefones, bijuterias, cabelo brasileiro e dinheiro, figuram-se entre os bens mais desejados dos amigos do alheio, num tipo de crime em Benguela, que se assiste todos os dias, denominado pela Polícia, como “roubo por esticão”.

O roubo por esticão consiste num modo de crime onde o cidadão é assaltado por cima de uma moto, puxando-lhe o telemóvel no ouvido enquanto fala ao telefone, a reboque de um moto-taxista, vulgos kupapatas, e o mesmo acontece com meninas que usam perucas, que também não têm sido poupadas.

As rixas entre gangues rivais é um outro fenómeno que vai ganhando corpo em Benguela, cimentando terror e pânico em bairros como o da Camaninã, onde na noite de sábado para domingo, em consequência de rixas entre gangues, uma viatura da Polícia Nacional viu os seus vidros frontais quebrados.

Segundo apurou o Correio da Kianda junto de populares que vivem em zonas como os da Calomanga, Calossombecua, Caloombo e do Bairro 11, circular por estas zonas a noite, tornou-se cada vez mais perigoso, sobretudo para os kupatatas, que por conta do sentimento de insegurança que se instalou nos bairros acima descritos, até as 18 horas ja não aceitam levar passageiros para as referidas zonas perigosas.

“Nós não aceitamos levar passageiros na Camaninã, no 4 ou em algumas áreas da Lixeira a noite, porque agora tem muitos bandidos, que assaltam motos”, disse ao Correio da Kianda, um mototaxista.

Em boa parte dos crimes em que os alvos têm sido alunos que estudam nos períodos diurno e noturno, para disfarçar-se diante das suas vítimas, os assaltantes adoptaram como forma de camuflagem, o uso de batas e porte de pastas contendo cadernos para fazerem-se passar por alunos, fez saber a este Jornal, um dos alunos de uma das escolas pública nas redondezas da cidade de Benguela.

Por vezes, revelam os alunos, carregam os meliantes disfarçados de alunos, no interior de suas pastas , armas brancas e de fogo instrumentos usados para os assaltos e cometimentos de crimes.

“Sabotagem de camiões de comida é reflexo da má governação que se assiste em Benguela”

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