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“Crimes do pastor Kisolokele Paul não podem prejudicar o normal funcionamento de igreja”

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De acordo com os documentos em nossa posse, a coordenação da polícia judiciária da República Democrática do Congo (RDC) notificou, por quatro ocasiões, a comparência do então líder religioso dissidente em Angola, Paul Kisolokele Kiangani, àquela instância judiciária, desde o ano de 2014, para esclarecer aos crimes em que está ser acusado, entre eles, tráfico de ser humano, tráfico de arma de guerra, falsificação de documentos e branqueamento de capital.

O representante da denominação religiosa em Angola, Reverendo Daniel Sebastião da Silva, presidente do Colégio Nacional da Igreja Kimbanguista em Angola, disse em exclusivo ao Correio da Kianda, que os crimes em que estão a ser acusados o senhor Kisolokele Paul, não devem prejudicar o normal funcionamento da igreja.

Paul Kisolokele encontra-se na “mira” da justiça congolesa, desde 2014, por estar associado aos crimes já mencionados e por ter ligações com grupos armados, onde comercializa grandes quantidades de armas fogo. O departamento da polícia judiciária da RDC, numa carta direccionada às autoridades angolanas no despacho com número “DPJ n 479/CGA/2014, alerta e informa às autoridades em Luanda que o cidadão congolês Paul Kisolokele, está a ser procurado pela BCN INTERPOL/ Brazzaville, por tráfico de mais de 60 crianças da RDC, que introduziu em Angola, com propósito de levá-las na Igreja Kimbanguista sob a sua custódia.

O Reverendo Daniel Sebastião da Silva assegura que a igreja em Angola tomou conhecimento das notificações em que, um dos seus membros por coincidência pastor da sua igreja e por sinal cabecilha da revelia dentro desta congregação religiosa, e garantiu que a igreja que lidera em Angola, está disposta a cooperar com as autoridades Angolanas para os devidos esclarecimento que se impõe.

Com todas essas acusações, o líder espiritual dos Kimbaguistas em Angola, suspeita que algumas figuras do Ministério da Justiça e da Cultura protegem o cidadão Paul Kisolokele.

No documento do Ministério da Cultura dirigido ao antigo Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, N/Ref D 2745/GAB.MINCULT/2014, conforme lê-se: Assunto: Entrada em Angola do senhor Paul Kisolokele, líder dissidente da igreja Kimbanguista, “ala” 26 igual a 1.

Na nota, alerta, na altura o Ministro do Estado da Casa Civil do Presidente da República, ao Ministro do Interior; Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos e Ministro das Relações Exteriores, a entrada em Angola do senhor Paul Kisolokele, líder dissidente da igreja Kimbanguista, “ala” 26 igual a 1, via Instituto Nacional para os Assuntos religiosos.

O Gabinete da ministra da Cultura, no documento autenticado pelo secretário de Estado, Cornélio Caley em substituição da ministra, chegou ao país com discurso que foi mandatado pelo líder espiritual no pleno universo da Igreja Kimbaguista, a convite do executivo Angolano no sentido de mediador de reconciliação com a Igreja mãe. É possível ler na mensagem, tanto quanto sabemos , não foi orientado nem mandatado para efeito.

O Ministério da Cultura informou, que Paul Kisolokele, cidadão de nacionalidade congolesa, habitualmente residente na República do Congo Brazzaville (Ponta Negra), foi expulso pelas autoridades angolana em Novembro de 2003, por motivo da sua conduta pouco abonatória com as autoridades angolana, e também por se ter assumido rebelde contra o chefe espiritual da Igreja Kimbanguista, com o qual o governo angolano reconhece e tem relações institucionais.

Daniel Sebastião da Silva, disse que a Igreja Kimbanguista em Angola, não vive uma crise conforme uns querem fazer crer, mas sim, uma dissidência liderada pelo senhor Paul, que rebelou-se contra a igreja mão e o seu líder espiritual Mundial Papa Simon Kimgangu Kiangani, na RDC, onde se encontra a sede universal. E apela aos fieis em Angola a terem calma que a igreja vai ultrapassar esse momento.

Em desenvolvimento…

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