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Politica

Crimes cibernéticos no país com dias contados

António Sacuvaia

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Com a crescente quantidade de crimes que vêm sendo praticados nos últimos dias por via da Internet, onde a descoberta dos culpados pelos chamados “ataques cibernéticos” tem se tornado as vezes extremamente complicado, foi anunciado esta semana, pelas autoridades, a criação de um Centro de Detenção dos Crimes Cibernéticos.

O anúncio, foi feito pelo Director dos Serviços de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), Fernando Garcia Miala, no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de Lei do OGE para 2021, durante o encontro com os deputados da 2ª Comissão de Trabalho da Assembleia Nacional, que também reuniu nesta quarta-feira com os Serviços de Inteligência Externa e os Serviços de Informação Militar

Além da criação de centros modernos para detectar crimes cibernéticos, Fernando Garcia Miala avançou que para o Orçamento Geral do Estado do próximo ano, o SINSE vai priorizar as despesas com pessoal, a aquisição de meios tecnológicos de trabalho, a formação e a capacitação dos agentes de inteligência.

“Vamos continuar a fazer mais investimentos em termos de infraestruturas, e principalmente em tecnologias de informação, ode prevenir os crimes através de informações corretas e antecipadamente é o nosso grande foco”, sublinhou.

Fernando Garcia Miala disse ainda por outro lado, que o (SINSE) prevê o recrutamento de novos agentes no próximo ano, com o propósito de melhorar a sua capacidade de intervenção, face os perigos que o mundo enfrenta nos dias de hoje.

Por seu turno, o director geral dos Serviços de Inteligência Externa (SIE), José Luís Caetano de Sousa, disse que o órgão vai priorizar no Orçamento Geral de Estado para 2021 despesas com pessoal, a colocação de oficiais de inteligência nas embaixadas que ainda não têm, assim como aprimorar as relações com o Ministério das Relações Exteriores.

“Prevenir as ameaças de terrorismo externas através da informação dos nossos oficiais de inteligência, destacados nas diversas embaixadas, com meios tecnológicos para o efeito também consta das nossas prioridades para o próximo orçamento”, informou José Luís Caetano de Sousa.

Por seu turno, o director adjunto dos Serviços de Inteligência e Segurança Militar (SISME), Carlos Filipe, considerou “insuficiente” a dotação orçamental atribuída ao órgão, para cobrir os programas de desenvolvimento e modernização do SISME, dada a sua importância na garantia da segurança do país.

“Este orçamento que nos foi atribuído vai servir apenas para despesas com bens e serviços, onde cerca de 50 por cento será destinada a despesa com pessoal (pagamento de salários), a atribuição de subsídios para o cumprimento de missões dos adidos militares nas embaixadas”, disse Carlos Filipe.

Em jeito de conclusão, o Presidente da 2ª Comissão, Roberto Leal Monteiro, afirmou ter tomado boa nota das preocupações apresentadas pelos órgãos de Segurança e Inteligência. Prontificou-se, porém, a fazer a advocacia junto do Ministério das Finanças e demais estruturas do Executivo para se colmatar “alguns” dos muitos problemas apresentados.

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