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Sociedade

Cresce número de crianças que sobrevivem engraxando sapatos nas ruas de Luanda

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O trabalho infantil intensificou muito nos últimos tempos em Luanda. Na luta pela sobrevivência nos mercados informais e não só, menores de 12 anos de idade, ocupam-se a vender e a engraxar sapatos na capital angolana, sobretudo em Viana e Cacuaco.

O Correio da Kianda deparou-se com dois menores engraxadores, Oliveira Manuel Domingos, de 11 anos, e Bernardo Manuel Domingos, de 12 anos, que vive no bairro CAOP, com a madrasta, em Viana.

Bernardo Manuel Domingos, o mais velho de 12 anos, explicou ao nosso jornal que o seu “pai não está aqui, e nem sabe aonde foi”. 

A minha mãe foi levada pela minha avó, porque ela tem problemas de visão, e nos deixou com o nosso pai, disse.

“Estamos aqui a engraxar para ter dinheiro para comer, porque a nossa madrasta, nos maltrata muito. Muitas das vezes não nos dão comida. As vezes não temos direito de assistir televisão, mas os filhos dela podem pegar no comando, mas nós não”, lamentam os menores.

Avançam ainda que há dois anos que não estudam: “Porque o nosso pai não nos meteu na escola. Eu quero estudar. Se aparecer alguém para nos meter na escola, aceitaríamos, nós também não temos cédulas pessoais, porque o nosso pai não tem tempo para fazer a nossa cédula e bilhete. O que nós queremos é tratar a visão da nossa mãe, documentos para podermos entrar na escola”.

“Se aparecer alguém para nos ajudar, vamos parar de estar aqui na rua a engraxar sapatos”, afirmam.