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Covid-19: OMS reúne-se com Primeiro Ministro Chines para debater origem da pandemia

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O Secretário Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, reuniu-se na semana finda, com o Primeiro Ministro da República Popular da China, Li Keqiang, para discutir a problemática da origem do Coronavirus, despoletado em Dezembro de 2019 na cidade de Wuhan. O principal ponto abordado no encontro entre os dois líderes é o desbloqueio das investigações sobre a origem do vírus pandémico.

Tedros Ghebreyesus referiu que na reunião foi discutida “a necessidade de uma colaboração mais próxima” para descobrir “as origens do vírus, com base na ciência e nas provas”.

“Estou satisfeito por me ter encontrado com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. Discutimos a covid-19 e a necessidade de um esforço conjunto de distribuição de vacinas este ano para vacinar 70% da população mundial”, disse Tedros Ghebreyesus, durante uma visita a Pequim no âmbito dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.

Tratou-se da primeira visita do Secretário Geral da OMS à China desde Janeiro de 2020, semanas após a identificação dos primeiros doentes infectados com o coronavírus SARS-CoV-2 na cidade de Wuhan.

Especialistas internacionais da OMS viajaram para a cidade de Wuhan, em Janeiro de 2021, para identificar as origens do vírus, em cooperação com seus colegas chineses.

Na investigação conjunta divulgada em Março de 2021, os especialistas consideraram “extremamente improvável” que o vírus tenha saído de um laboratório, favorecendo a tese de que origem da doença resultou da contaminação natural através de animais.

O líder da OMS aludiu, contudo, posteriormente, à alegada falta de partilha pelas autoridades de Pequim de dados necessários sobre o vírus, admitindo que isso será um “problema” para seguir o rasto e a origem da epidemia.

Dois anos depois do surgimento da pandemia, os cientistas ainda procuram apurar com rigor a origem da doença contagiosa.

A OMS, sediada em Genebra, criou uma nova equipa de cientistas para relançar a investigação e estudar outros factores que possam vir a desencadear futuras pandemias.

A China rejeitou, porém, os pedidos para que estas equipas de cientistas continuem a fazer pesquisa no terreno.