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Economia

Covid-19: Ministros das Finanças do G20 prometem ajudar países pobres

Redação

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Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais do G20 se comprometeram nesta terça-feira (31) a ajudar os países pobres a arcar com o ônus de suas dívidas e a ajudar os mercados emergentes a limitar o impacto do novo coronavírus em suas economias.

Ministros e governadores se reuniram por videoconferência alguns dias após uma reunião extraordinária dos líderes das vinte maiores economias mundiais, durante a qual prometeram injectar 5 trilhões de dólares na economia em razão das previsões de uma profunda recessão devido à pandemia.

A cúpula do G20 realizada em 26 de março ocorreu em meio a críticas ao grupo por sua falta de resposta à pandemia, que já matou mais de 40.000 pessoas em todo o mundo.

Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais comemoraram nesta terça-feira um pacote de ajuda de 160 milhões de dólares do Banco Mundial ao longo de quinze meses para apoiar os países membros da instituição, segundo um comunicado da Arábia Saudita, que detém a presidência rotativa do G20.

Também concordaram em apoiar um plano para responder ao “risco de vulnerabilidade da dívida dos países de baixa renda” e trabalhar na “entrega rápida (…) de assistência financeira a mercados emergentes e países em desenvolvimento”, diz o texto.

Esta segunda reunião ocorre depois dos apelos feitos ao grupo para ajudar os países mais pobres que não têm acesso ao mercado de capitais e que geralmente não possuem infraestrutura médica adequada.

Na cúpula, os líderes do G20 prometeram trabalhar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para implantar um plano de apoio financeiro “sólido” aos países em desenvolvimento.

“Saudamos as ações decisivas que muitos de vocês adoptaram para proteger o povo e a economia da COVID-19, o que levou a um declínio na volatilidade dos principais mercados financeiros nos últimos dias”, disse a diretora do FMI, Kristalina Georgieva, durante a reunião desta terça.

“No entanto, continuamos muito preocupados com as previsões negativas para a economia global em 2020 e, em particular, com a pressão que exercerá sobre os mercados emergentes e países de baixa renda”, acrescentou.

Em um estudo publicado na segunda-feira, economistas da ONU pediram 1,5 trilhão de dólares para os países em desenvolvimento e o cancelamento de suas dívidas de até 1 trilhão de dólares este ano para ajudá-los a lidar com a pandemia.

“Se os líderes do G20 querem respeitar seu compromisso de uma ‘resposta global em um espírito de solidariedade’, medidas devem ser tomadas (…) para as seis bilhões de pessoas que vivem fora das economias do G20”, disse em comunicado à Richard Kozul-Wright, responsável da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.

Os ministros do Comércio e Investimentos do G20 também se reuniram na segunda-feira para discutir o impacto da pandemia no comércio internacional.

Afirmaram ao final desta reunião que trabalhariam juntos para garantir o intercâmbio internacional de equipamentos médicos e medicamentos, mas também de bens essenciais.

 

AFP

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