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Sociedade

Covid-19: angolanos retidos na Nigéria sentem-se abandonados

António Cassoma

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Um grupo de cidadão angolanos retidos na Nigéria, desde o início da pandemia da Covid-19, em Março, “sentem-se abandonados e lançaram grito de socorro” às autoridades angolanas para facilitar o regresso ao país.

Os dez cidadãos que manifestam a vontade de regressar à Angola, chegaram a Nigéria no voo da TAAG, no dia 13 de Março, para uma formação de apenas uma semana, com  regresso previsto para o dia 20 de Março, mas acabaram por estar confinados por força da Covid-19.

A vontade expressa de regressar foi feita por meio de uma Carta dirigida às autoridades angolanas a qual o Correio da Kianda teve acesso, que enumeram diversas dificuldades.

Os cidadãos retidos há mais de três meses no território nigeriano enfrentam inúmeras dificuldades devido a falta de meios financeiros. Segundo eles, a lista de dificuldades é vasta, mas destaca-se a carência alimentar e dívidas avultadas de hospedagem.

Dizem que receberam apoio da Embaixada de Angola no mês de Abril, apoiando com um valor de 540 dólares, até aqui confirmam nunca terem mais recebido qualquer ajuda.  “Somos todos responsáveis e pais de famílias. Os nossos filhos e nossas mulheres estão a passar situações difíceis sem a nossa presença”, descrevem.

Os mesmos apelam às autoridades angolanas um tratamento igual aos outros cidadãos angolanos no exterior que estão a ser repatriados. Segundo eles, o repatriamento esta a ser feito de forma discriminatória. “Achamos imparcialidade e desigualdade na forma como está a se proceder com o repatriamento”.

“Alguns angolanos como nós retidos fora de Angola, acompanhamos as notícias nos medias do país, mas em nenhum momento vimos a fazer menção da Nigéria, dos angolanos retidos aqui muito menos de plano de repatriamento dos mesmos”, disseram.

Acrescentam que, a constituição salvaguarda o tratamento de igualdade a todos patriota pouco importa a sua posição social. “Os dois últimos voos de repatriamento feitos, um desses deveria passar em Lagos para repatriamento dos angolanos que estão retidos aqui. Por isso vimos através o vosso bom ofício sendo o órgão de comunicação, para apresentamos o nosso grito de Socorro com a finalidade de chegar ao executivo”, apelam.

O governo angolano suspendeu o repatriamento dos cidadãos angolanos retidos no estrangeiro por falta de condições, de acordo com a ministra da Saúde Sílvia Lutukuta, “o repatriamento dos angolanos no estrangeiro  requer uma avaliação profunda, dependendo das prioridades e das condições de alojamento no país”.  Para o executivo angolano, neste momento a maior preocupação recai aos cidadãos que estão em Cuba e Rússia, só depois pensar em outros grupos. “Ninguém está esquecido e o Governo está preocupado”,  disse a ministra.

Enquanto isso, os dez cidadãos angolanos retidos na Nigéria, pedem que o executivo consta a Nigéria no plano dos próximos voos de repatriamento, que poderá ser voo directo ou de escala vindo de qualquer país de África ou Europa. “Afinal somos todos angolanos e merecemos um tratamento igual, que seja um único ou um grupo”, finalizam.

Actualmente a Nigéria regista 26 484 casos positivos de Covid-19; 10152 recuperados e 603 mortes. A cidade de Lagos onde estão os cidadãos angolanos é a mais infectada com 10.630 casos positivos da pandemia da Covid-19. Até agora não há registoo de um angolano infectado pelo Covid-19 na Nigéria.

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