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Sociedade

Covid-19: Angolanos provenientes da Namibia abandonados em quarentena institucional no Cunene

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Trinta e seis cidadãos Angolanos provenientes da República da Namíbia, país onde se encontravam em tratamento médico, estão revoltados com o Ministério da Saúde por alegadamente estarem a sentir-se abandonados na Provincia do Cunene sem uma atenção devida.

Confinados no Centro Oulondelo – Ondjiva, em regime de quarentena institucional há mais de 28 dias, mesmo tendo sido testados negativo para o Covid19 aos 04/05/2020, os mais de trinta cidadãos, alguns, doentes de risco (diabéticos, hipertensos e cardíacos) que necessitam de cuidados especiais, mostram-se agastados e desesperados com o excesso do tempo de quarentena.

Em entrevista via telefone ao Correio da Kianda, uma das cidadãs, conta, que acrescido ao excesso de quarentena, o factor alimentação, que tem sido distribuído pelo Governo da Província do Cunene, não tem sido das mais condigna.

“ Nós somos doentes de risco. Muitos de nós somos hipertensos, diabéticos e cardíacos que precisamos de cuidados especiais, e aqui onde estamos, não temos condições de nada, e a comida que estão a dar é mesmo só arroz com peixe-frito. Lamenta!

Nos últimos dias, segundo contam, têm sido assolados por disenterias, em alguns casos hemorrágicas, vômitos, alergias cutâneas, crises cardíacas de hipertensão e diabéticas, que tem sido associado a qualidade da água de consumo e para a higiene pessoal.

A alimentação calórica, nociva para os diabéticos e hipertensos, e a falta de detergentes para a higiene pessoal e local, tem sido uma outra preocupação que tem estado a inquietar aqueles cidadãos Angolanos, que acusam o Ministério da Saúde de não estar preocupado com os cidadãos nacionais provenientes da Namíbia.

“ Se o Governo foi buscar os angolanos que se encontravam na Rússia onde por sinal tem milhões de casos, porquê que nós que ja estamos em território Angolano, mas que vivemos em Luanda, não nos enviam um avião humanitário para cumprirmos a quarentena em nossas casas em Luanda, uma vez que testamos negativo e aqui no Cunene não temos condições? Questionam-se

Desesperados com a situação, o grupo de angolanos provenientes da Namíbia, que se encontram confinados no Cunene, deram início esta semana a uma greve de fome, como forma de protestar ao que chamam de abandono por parte da Comissão Multisectorial do Combate ao Covid-19 no País.

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