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Corte de vagas na Saúde expõe falhas de planeamento, afirma especialista

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A redução em 50% do número de vagas para novos profissionais no Ministério da Saúde revela falta de previsibilidade dos gestores quanto ao fundo salarial disponível para o concurso público.

A afirmação é do especialista em Gestão e Administração Pública, Denílson Duro, que considera injustificável a contradição de Sílvia Lutucuta, que anunciou 2.963 vagas para o concurso no sector, contrariando o anúncio anterior que previa a contratação de seis mil novos efectivos.

“Não se justifica que uma ministra, num dia, diga uma coisa e, no outro, diga outra, a não ser que não tenha feito a devida consulta aos órgãos com competência na alocação financeira, falo essencialmente do Ministério das Finanças”, afirmou.

Para uma melhor resposta aos desafios do preenchimento de vagas no Ministério da Saúde, Denílson Duro defende a descentralização do processo concursal.

“Cada município deveria gerir os seus fundos salariais e fazer a previsão em função da alocação financeira. O que estamos a tentar dizer é que os hospitais primários devem ficar sob tutela concursal dos municípios, e os secundários e terciários sob tutela e supervisão dos governos provinciais e do próprio ministério”, sugeriu o especialista.

Recordamos que no final de Janeiro, a ministra da Saúde anunciou a contratação de 6.000 profissionais, entretanto, com a abertura das candidaturas, esta segunda-feira. o número de vagas foi reduzido para cerca de 49% do previsto.

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