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Politica

“Corrupção é a pandemia que fustiga população do Cuanza Sul”, diz UNITA

António Cassoma

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O Secretário provincial da UNITA no Cuanza Sul, Armando Manuel Kaquepa, considerou, nesta sexta-feira, 10, que a província está “doente” e que a “pior pandemia que devasta a população é a corrupção dentro dos órgãos de Estado”.

Em entrevista ao Correio da Kianda, Armando Kaquepa, felicitou o trabalho do SIC e do IGAE, que está a ser feito nesta província. “Apesar de chegar tarde, Sebastião Gunza e a sua equipa estão a fazer um excelente trabalho”, ressalta. Para o político, se as investigações forem bem feitas pode curar a pandemia da corrupção que se instalou na província do Cuanza Sul.

A UNITA, bem como a população do Cuanza Sul, aguarda com expectativa o desfecho do trabalho que está a ser feito pelo IGAE e que a província se livre de uma vez, da corrupção que tardia o progresso desta região.

Armando Kaquepa, sublinhou: “a equipa do IGAE, identificou pagamento de obra que já havia sido pagas, apreensão de várias viaturas, recepção de residências protocolares e outros, já é um bom sinal”. Para o político, apesar de ser um processo complexo, o IGAE deve trabalhar com muita inteligência.

Nesta entrevista, o dirigente do Galo Negro fez saber que o problema da corrupção, não começa com a chegada de Job Castelo Capapinha, aquilo que considera como “praga”, começou faz muito tempo, dizendo mesmo, que os governadores que por aí passaram deram muitos rastos.

Armando Kaquepa, alerta o presidente João Lourenço sobre o estado de abandono em que Cuanza Sul se encontra, considerando como crítica a condição social da população. Dizendo que, “os jovens desta província emigram para as demais províncias como Benguela, Luanda, Huambo, Malanje e Uíge em busca do saber por falta de universidade. O que temos aqui são pólos, com cursos que não interessam a juventude e quando eles terminam, já não regressam, porque o Cuanza Sul não oferece oportunidade de emprego”.

“A condição social da população é péssima”. O Cuanza Sul tem trinta e três comunas, mas só duas (Sumbe e Celes), beneficiaram-se do OGE de 2020. Para o político é de lamentar o que se passa na província, sendo a quinta região mais populosa do país, merecia maior atenção do Estado.

O secretário provincial da UNITA pensa que a solução para o Cuanza Sul passa pela exoneração do governador e depois a questão de falta de água, saúde, ensino em todos os níveis, reabilitação via de comunicação, emprego, habitação e outros só podem ser alcançadas com a realização das eleições autárquicas.

De recordar que o Inspector-Geral da Administração do Estado, Sebastião Gunza e a sua equipa encontram-se no Cuanza Sul, desde o dia 02 de Julho, para um trabalho de ajuda e controlo, com duração de 15 à 20 dias.

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