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Economia

Corredor do Lobito reduz para 20 dias transporte de minérios para outros países

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O tempo de viagem para o transporte de minérios de Angola para outros destinos fica reduzido de 50 para 20 dias, pela via do Corredor do Lobito.

A empresa canadiana Ivanhoe Mines, que explora as minas de cobre de Kamoa-Kakula, na República Democrática do Congo (RDC), anunciou ontem a assinatura de um memorando de entendimento com o consórcio que detém a concessão da linha ferroviária do Corredor do Lobito para fazer o transporte de minério de cobre até ao Porto do Lobito.

O memorando de entendimento foi assinado com a Lobito Atlantic International, que tem a concessão do Corredor do Lobito pelo prazo de 30 anos, e vai permitir o transporte de 10 mil toneladas de concentrado de cobre já no último trimestre de 2023.

É o primeiro acordo comercial celebrado pelo consórcio constituído pela Trafigura (49,5%), pela Mota-Engil (49,5%) e pela Vecturis S.A (1%). Actualmente, a Ivanhoe Mines envia o minério por via rodoviária para portos na África do Sul (Durban), Namíbia (Walvis Bay), Moçambique (Beira) e Tanzânia (Dar es Salam). O transporte através da linha férrea de 1739 km que liga a RDC e ao Porto de Lobito constitui uma alternativa mais rápida, encurtando o tempo de viagem de forma significativa. A viagem de ida e volta de Kamoa-Kakula até Durban leva 50 dias, prazo que diminui para apenas 20 dias, no caso do Corredor do Lobito.

A concessão do corredor do Lobito foi entregue à LAR – Lobito Atlantic Railway (empresa constituída pela Trafigura, Mota-Engil e Vecturis para assegurar a gestão do mesmo) no final de 2022.
A cerimónia de formalização da concessão, em Julho último, contou com as presenças dos presidentes de Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia, dada a relevância desta infraestrutura para o desenvolvimento económico e social dos três países. Ao abrigo do contrato de concessão, o consórcio assumiu o compromisso de investir 455 milhões de euros em Angola e outros cem milhões na RDC, para melhorar as infra-estruturas do Corredor do Lobito ao nível de capacidade e de segurança, bem como para comprar 35 locomotivas e 1500 carruagens.