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Desporto

Contrato anual com a ZAP era de Kz 700 milhões, diz FAF

Redação

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Pressionado pelos seus concorrentes às eleições, no próximo sábado, na Federação Angolana de Futebol (FAF), Artur de Almeida e Silva revelou que o contrato anual com a empresa operadora de televisão por satélite – ZAP, correspondia a Kz 700 milhões.

Durante um debate entre os quatro concorrentes ao cargo de direcção do órgão reitor da modalidade, promovido pela Televisão Pública de Angola (TPA), na noite de quarta-feira, o líder cessante e candidato pela lista – B não foi, entretanto, exacto na sua afirmação.

Referiu que Kz 400 ou 500 milhões do valor total era destinado aos clubes do Campeonato Nacional da primeira divisão, num contrato que terminou em Setembro último, por decisão do patrocinador, após quatro anos.

Entretanto, Artur Almeida não foi muito claro relativamente a este assunto, sempre que questionado pela Comunicação Social, situação também reclamada pelas agremiações desportivas.

No frente à frente com o objectivo de os candidatos argumentarem os respectivos planos de acção, em caso de vitória, Nando Jordão, candidato da lista – A, Tony Estraga (C) e José Alberto Macaia (D) foram unânimes ao afirmarem que a gestão da federação foi dolosa nos últimos quatro anos.

O presidente cessante, antigo futebolista do Vitória do Sambizanga, defendeu-se, argumentando que todos os valores que a FAF recebeu foram usados de forma criteriosa e consciente, sem ter em conta questões eleitorais.

Outro elemento em destaque no debate foi a quantia de um milhão de dólares americanos atribuído ao órgão reitor pela Federação Internacional de Futebol Associado ( FIFA) e 300 mil pela Confederação Africana (CAF).

A serem canalizados de forma faseada, recentemente a FAF recebeu já USD 800, atribuídos propositadamente para ajudar os clubes a minimizarem os efeitos da covid-19 (300 mil) e para alavancar o futebol feminino (500 mil).

Os adversários de Artur Almeida à corrida na FAF acusam-no de estar a aproveitar-se dos valores para efeitos de campanha eleitoral, posição negada pelo candidato.

O programa de cerca de 2h30, moderado pelo jornalista Fortunato Ramos, foi pouco explorado pelos participantes para divulgarem os respectivos projectos, sendo que na maior parte do tempo funcionou como se de uma prestação de contas se tratasse.

Alberto Macaia e Nando Jordão foram os mais incisivos neste particular, chegando próximo de uma comunicação ao extremo, não fosse a perícia na gestão da conversa por parte do moderador.

Tony Estraga esteve menos tenso, apesar de concordar com os pontos de vista dos seus dois colegas de painel.

O antigo Director Nacional dos Desportos falou do seu objectivo de reestruturar totalmente o órgão reitor da modalidade em Angola, enquanto Artur de Almeida, obviamente, aposta numa acção de continuidade.

O futebol feminino foi igualmente abordado. O presidente da direcção cessante disse que existe um projecto em criação pela área técnica, tendo também em conta algumas sugestões da CAF, enquanto os seus concorrentes defendem acções próprias que priorizem os clubes.

Quanto a angariação de patrocínios, os candidatos não foram concretos, alegadamente devido à crise financeira mundial. No entanto, Artur de Almeida afirmou que actualmente a FAF está totalmente dependente da FIFA.

As eleições estão marcadas para sábado, dia 14, enquanto esta quinta e sexta-feira são para reflexão.

Por Angop 

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