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Continua braço de ferro entre MED e SINPROF. Terceira fase da greve à vista

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Após longas doze horas de reunião entre o Ministério da Educação e o Sindicado Nacional dos Professores, o presidente do SINPROF, Guilherme Silva, disse que o encontro entre as duas instituições não resultou em nenhum acordo e que o avanço para a terceira fase da greve será discutido em assembleia com os professores das dezoito províncias do país.

Guilherme Silva disse que não houve acordo porque os pontos fracturantes do caderno reivindicativo continuam “a depender do titular do poder Executivo e os ministros são simplesmente auxiliares”, todavia, o presidente avançou que os pontos da responsabilidade do Ministério da Educação foram ultrapassados.

“Doravante, a bata deixa de ser obrigatório e o professor poderá aparecer com a indumentária que dignifica o professor” e no tocante aos subsídios”, a equipa interministerial está a trabalhar e vai apresentar-nos uma proposta no dia 16 para analisarmos”, informou. 

Questionado sobre o não avanço do aumento salarial, o professor disse que o MAPTSS recusou a oferta apresentada pelo SINPROF, pelo facto de “havendo aumento para o sector da Educação, obrigaria o reajuste salarial para todos e isso acarretaria muitas despesas para o estado”. Guilherme Silva acrescentou: “Nós só queremos um salário que dignifique e valorize os professores, portanto, vamos analisar tudo que foi discutido na reunião pois está em acta assinada”, disse.

Sobre a possibilidade de convocar a terceira fase da greve, o sindicalista avançou que vai “ouvir os professores em assembleia em todas as províncias e serão os mesmos a decidirem o passo a seguir”.

Guilherme Silva afirmou que “todos os professores na segunda-feira vão regressar aos seus locais de serviços e, pontualmente, mas as provas que os directores, auxiliares de limpeza e segurança controlaram serão eles a corrigirem, se o MED validar os mesmos, uma vez que o ministério diz não ter orientado para que as direcções provinciais realizassem provas. No entanto, os gabinetes provinciais agiram por sua conta e risco e, portanto, devem assumir o que dali advir”, rebateu.

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