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Sociedade

Consumo de Bebidas alcoólicas tornou-se refugio de muitos Jovens em Benguela

Os bairros, Setenta, Dokota, Lixeira, Camaninã, Calossombecua, Asseque, Quioxi, Massangarala e Calomanga, foram os radiografados pela equipa de Reportagem do Correio da Kianda, onde a constatação do consumo excessivo de bebidas alcoólicas é um facto, e em conversas com os Jovens moradores dos bairros acima citados, dizem, estar na base, a falta de emprego, que tem estado a transformar jovens e adolescentes em autênticos consumidores de bebidas alcoólicas.

António Sacuvaia

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A cerveja N`Gola é das mais apreciadas e consumidas pelos jovens de Benguelenses, e custa apenas cem kwanzas, um preço, que as vezes tem feito com que jovens em grupo, juntem valores para comprar grades, a fim de puderem beber , e encontrarem motivação para trabalhos de biscates, ou então esquecer as “dificuldades” do dia-a-dia, que por falta de emprego, surgem todos os dias, dizem eles!

Associado a este fenómeno naquela Provincia, estão também os baixos preços dos vários tipos de bebidas , que funcionam como incentivo ao seu consumo, uma vez que o preço da cerveja e de bebidas como Wiskys em pacotinhos, chegam a ser mais acessível que um Kilo de fuba ou de arroz se compararmos.

O trajecto da nossa Reportagem começou no Bairro 70, onde encontramos cidadãos com idades que vão dos 16 aos 45 anos, num botequim onde devido à ausência de uma fiscalização rígida e eficaz, a venda de bebidas alcoólicas é permitida até para menores de Idade, que compram sem dificuldades. Adolescentes e adultos, consomem em volta da mesma mesa, onde o consumo de cervejas é feito maioritariamente por jovens que exercem trabalho de mototaxistas, enquanto que os Wiskys em pacotes, é consumido por quem não tem dinheiro suficiente para comprar uma cerveja.

Já nos bairros da Camaninã, Lixeira , Quioxe e Calossombecua, a presença de adolescentes junto das famosas “Cantinas de Bebidas , roulottes e barracas, a comprarem bebidas alcoólicas para consumo, sem qualquer entrave é o mais frequente de se ver, e foi o que o Correio da Kianda constatou, enquanto estivemos por lá.

A pensar apenas nos lucros, os vendedores de bebidas alcoólicas em alguns botequins ou cantinas, pouco têm se preocupado com a venda de bebidas a menores de idade, que muitas das vezes chegam a consumir bem defronte aos estabelecimentos de venda, e aos olhos dos proprietários, sem nenhum impedimento, um facto que tem constituído preocupação por parte da sociedade Benguelense.

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