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Economia

Consórcio anuncia USD 335 milhões para conclusão do pacote financeiro à Refinaria de Cabinda

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A Gemcorp, Africa Finance Corporation e o Afreximbank, consórcio que detém os direitos para a construção da refinaria de Cabinda, anunciaram hoje, em Comunicado, a conclusão dos 335 milhões de Dólares para as obras da refinaria de Cabinda.

Na primeira fase, depois de concluída, a refinaria vai processar 30 mil barris de petróleo por dia. Desse número, 10% será disponibilizado ao mercado interno angolano para atender as necessidades de consumo.

Os 335 milhões de dólares vêm acrescentar aos 138 já desembolsados em 2022, para completar, desta forma, os 473 milhões de financiamento às obras, no formato de project financing e é disponibilizado por um sindicato bancário liderado pela AFC, Afreximbank e um conjunto de instituições financeiras internacionais e locais.

A Refinaria de Cabinda está a ser implementada pela GHL em parceria com a Sonangol.

A linha de crédito agora aprovada, de acordo com o comunicado enviado ao Correio da Kianda, cobre a primeira fase de construção da Refinaria de Cabinda, e vai permitir o processamento de 30 mil barris de petróleo bruto por dia.

Já a segunda fase da refinaria, acrescenta ainda o documento, acrescentará mais 30 mil barris/dia, elevando a capacidade total de refinação para 60 mil barris por dia.

Após conclusão da primeira fase, prevê-se que a refinaria forneça aproximadamente 10% dos derivados de petróleo refinado consumidos em Angola, aumentando para 20% depois de terminada a segunda fase. Durante a sua construção, a Refinaria de Cabinda vai criar mais de 1.300 empregos directos e indirectos, sendo que até ao momento estão concluídas 300.000 horas de formação para a qualificação dos trabalhadores locais e 1.000.000 de horas de trabalho efectivo, sem o registo de qualquer acidente.

A Industrial Development Corporation (IDC) da África do Sul, o Arab Bank for the Economic Development in Africa (BADEA) e o Banco de Fomento Angola (BFA) fazem igualmente parte do
consórcio que financia a construção da Refinaria de Cabinda.

“Este investimento assume um papel importante na segurança energética de Angola e na criação de oportunidades de emprego local, ao mesmo tempo que promove as capacidades tecnológicas do país. Vai também contribuir para a redução da dependência do país relativamente às importações e para e responder com recursos locais às necessidades das suas empresas e dos seus cidadãos”, lê-se.

O CEO da Gemcorp, Atanas Bostandjiev, sublinha que a sua empresa está “extremamente satisfeita com o investimento em curso na Refinaria de Cabinda, porque este projeto não só tornará Angola mais independente relativamente ao exterior, como alavancará a utilização dos seus recursos naturais em benefício das comunidades e da sua economia em geral. Temos beneficiado grandemente da experiência
e do trabalho efectuado em estreita colaboração com a equipa da Sonangol, assim como das da Africa Finance Corporation e do Afreximbank, parceiros que partilham connosco a convicção de que esta infraestrutura será capaz de dinamizar a economia local e de mudar a vida de muitos cidadãos angolanos”.

O Presidente e CEO da Africa Finance Corporation, Samaila Zubairu, afirma que “o fecho e a assinatura deste contrato de financiamento é por demais importante, por se tratar de um apoio directo a um projecto verdadeiramente inovador e com valor acrescentado para Angola”.

Acrescentou ainda que o referido projecto de transformação estruturante está em linha com a visão da empresa, de captar e reter valor para a economia angolana, ao mesmo tempo que contribui para a redução das emissões de carbono, por eliminar as viagens relativas à exportação de petróleo bruto como matéria-prima e à sua importação
como produto refinado.

“A Refinaria de Cabinda vai gerar oportunidades de emprego significativas que ajudarão a construir em Angola uma força de trabalho qualificada. Vai contribuir para a poupança de divisas e melhorar a balança de pagamentos de Angola. Ao mesmo tempo, vai ter a capacidade de contribuir para a criação de indústrias secundárias que dependem da produção da refinaria, impulsionando quer a economia quer o crescimento económico de longo prazo” sublinhou.

Mostrou-se, no entanto, satisfeito com a colaboração entre as partes interessadas e por pelo facto de poder apoiar o desenvolvimento sustentável do continente africano.

O Professor Benedict Oramah, Presidente do Conselho de Administração do Afreximbank, afirma que a sua instituição financeira orgulha-se de contribuir para a implementação de uma infra-estrutura tão crucial para Angola e para toda a região.

“A nossa participação no financiamento de 335 milhões de dólares, juntamente com os nossos parceiros da AFC e da Gemcorp, torna este projecto possível e
garante que seja capaz de criar condições para aumentar o desenvolvimento em Angola e no resto de África. A construção e a entrada em produção de uma refinaria de petróleo modular em Cabinda vão acrescentar elevado valor à principal commodity de Angola e ao seu maior produto de exportação, ao mesmo tempo que vão contribuir para a redução dos gases com efeito de estufa, por reduzir a necessidade de transportar produtos brutos e refinados de e para África”, referiu.

Aquele empresário reafirmou que o Afreximbank continua empenhado em manter um papel relevante na estimulação do crescimento económico no continente.

“Esperamos, com a nossa participação neste financiamento, impulsionar o comércio intra-africano através do fornecimento de produtos refinados de Angola para mercados próximos a partir da Refinaria de Cabinda.”

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