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Conselho de Segurança da UA discute “situação catastrófica” no Sudão

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A situação de segurança na República do Sudão reuniu esta sexta-feira, 21, em formato virtual, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana, numa altura em que a Organização das Nações Unidas alerta para o facto de cinco milhões de sudaneses enfrentarem níveis de emergência de insegurança alimentar.

“A iniciativa da reunião coube ao Uganda, o país que preside este mês o Conselho de Paz e Segurança da União Africana, e resultou da avaliação segundo a qual a situação político-militar no Sudão se deteriorou de tal forma que se tornava imperioso dedicar uma atenção especial ao conflito”, cita o comunicado da Presidência da República, avançando, igualmente, que o presidente ugandês, Yoweri Musseveni, “promoveu um diálogo ao mais alto nível no caminho para se alcançar soluções duradouras e viáveis para o processo de paz sudanês”.

O comunicado recorda que há um ano começou a ser implementado o Roteiro da União Africana para a Resolução do Conflito no Sudão mas, “no terreno, a situação se tem revelado pouco menos que catastrófica, com um grande número de baixas civis e uma destruição monstruosa de infra-estruturas”.

Conforme o Correio da Kianda anunciou anteriormente,  o Presidente do Conselho de Transição e chefe do Exército do Sudão anunciou, há uma semana, a criação de um comité para apresentar nos tribunais internacionais as queixas contra as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) e os países que as apoiam.

Abdel Fattah al-Burhane afirmou que este comité, que será dirigido pelo Ministério da Justiça sudanês, tratará das queixas contra as RSF, os seus dirigentes e os países que as apoiam “perante as autoridades competentes, incluindo os tribunais e as organizações regionais e internacionais”.

As Forças de Apoio Rápido desenvolveram-se a partir das milícias Janjaweed e são compostas principalmente pelos membros dessas milícias que lutaram em nome do governo sudanês durante a Guerra de Darfur, no início dos anos 2000, matando, violando civis e incendiando suas casas, dentre outras violações dos direitos humanos e atrocidades.

Segundo dados divulgados pela ONU, quase cinco milhões de pessoas enfrentam níveis de emergência de insegurança alimentar, sendo que nove em cada dez pessoas estão em áreas afectadas por conflitos nos estados de Darfur, Kordofan, Aj Jazirah e Cartum.

“Mais de dois milhões de pessoas em 41 focos de fome correm alto risco de cair numa fome catastrófica nas próximas semanas”, alertou a directora de Operações e Advocacia do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (OCHA), Edem Wosorn.

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Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, a profissional actua no mercado de comunicação há 18 anos. Iniciou a sua carreira em 2004, apresentando um programa de rádio e logo migrou para a comunicação digital, para a impressa e, posteriormente, a institucional. Tem vasta experiência como web journalist, criação e gestão de redes sociais, tendo participado dos projectos de desenvolvimento de diversos sites, blogs e redes sociais governamentais, privados e do terceiro sector. Reside em Luanda desde 2012, tendo trabalhado como jornalista no portal de notícias Rede Angola, como assessora de imprensa e directora de Comunicação e Operações nas Agências NC - Núcleo de Comunicação e F.O.T.Y, atendendo diversos clientes governamentais e privados. Actualmente trabalha como editora do portal Correio da Kianda.