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Congresso mundial de jornalistas destaca crise global da liberdade de imprensa

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O Congresso do centenário da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) destacou a crescente crise global da liberdade de imprensa, num contexto marcado por restrições ao exercício do jornalismo, ataques à democracia e rápidas transformações tecnológicas no sector da comunicação social.

O encontro, realizado em Paris de 4 a 7 de maio de 2026, assinalou os 100 anos de existência da FIJ, fundada em 1926 e reconhecida como a maior federação mundial de sindicatos de jornalistas. O evento reuniu mais de 300 delegados de diversos países, sob o lema “100 anos de solidariedade internacional: Por um jornalismo e um sindicalismo de combate”.

Ao longo dos trabalhos, foi sublinhado que o jornalismo enfrenta actualmente um dos períodos mais desafiantes das últimas décadas, com aumento de restrições à liberdade de imprensa em várias regiões do mundo, pressões políticas, económicas e riscos crescentes para profissionais da comunicação social.

Angola esteve representada no congresso pela jornalista sénior Luísa Rogério, integrando a delegação de profissionais que participaram nos debates sobre o futuro da profissão e as condições de trabalho no sector.

Entre os principais temas em discussão estiveram a protecção do emprego jornalístico, a defesa da ética profissional e a necessidade de reforço das garantias para o exercício livre da actividade em contextos cada vez mais complexos.

Um dos momentos de destaque do congresso foi a eleição da jornalista peruana Zuliana Lainez para a presidência da FIJ, tornando-se a primeira mulher da América Latina e do Caribe a liderar a organização.

A Federação Nacional dos Jornalistas do Brasil (FENAJ) também participou activamente no encontro, contribuindo para o debate sobre os desafios contemporâneos da profissão.

Ao assinalar o seu centenário em Paris, a FIJ reafirmou o compromisso histórico de defesa da liberdade de expressão e do jornalismo independente, num momento em que cresce a preocupação global com o futuro da imprensa livre.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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