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Confrontos entre israelistas e palestinianos fazem 52 mortos e 2.400 feridos

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Pelo menos 52 pessoas morreram em confrontos na manhã desta segunda-feira entre palestinianos e soldados israelitas na Faixa de Gaza ao longo da fronteira com Israel, horas antes da transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém. O Ministério da Saúde palestiniano fala ainda em 2.400 feridos e adianta que muitas das vítimas mortais não foram ainda identificadas. Enquanto isso, Trump e Jared Kushner falam em acordos de paz na inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém. Benjamin Netanyahu elogia “coragem” de Trump em cumprir o que promete.

De acordo com o Telegraph, 40 mil pessoas — descritas como “manifestantes violentos” — estavam reunidas em 12 localizações diferentes ao longo da vedação que marca a fronteira entre a Faixa de Gaza, enclave palestiniano que é controlado pelo movimento radical palestiniano Hamas desde 2007, e Israel e outros milhares de palestinianos estavam concentrados a cerca de um quilómetro. Participam em protestos contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, cuja inauguração começou esta segunda-feira às 16h00 (14h00 em Portugal continental).

Segundo a agência espanhola EFE, as forças israelitas, que haviam alertado a população para não se aproximarem da linha divisória, dispararam gás lacrimogéneo contra os manifestantes para impedir que os palestinianos se aproximassem do portão de segurança. Por volta das 18h00 locais (16h00 em Lisboa), o movimento radical palestiniano Hamas pediu aos manifestantes que se afastassem da vedação, ao dar como finalizados os protestos desta segunda-feira.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou esta segunda-feira a transferência da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém, em Israel, e afirmou ser “um grande dia” para Israel. No discurso de abertura da cerimónia de transferência da embaixada, Martin M. Friedman, o embaixador norte-americano em Israel, afirmou que o “dia histórico de hoje é atribuído à coragem e claridade moral de uma pessoa para com a qual teremos sempre uma enorme e eterna dívida de gratidão: o presidente Donald J. Trump”.

O Ministério da Saúde palestiniano revelou que 443 ferimentos foram feitos por armas de fogo, 320 por gás lacrimogéneo e três por balas de borracha. As forças armadas israelitas divulgaram um comunicado onde acusam o grupo palestiniano Hamas de “liderar uma operação terrorista”. Em comunicado, o exército israelita anunciou que lançou um raide aéreo contra “cinco alvos terroristas num campo de treino militar pertencente ao Hamas” no norte da Faixa de Gaza.

Israel tinha advertido os residentes de Gaza para não se aproximarem da fronteira durante o protesto contra o bloqueio israelita. Em panfletos lançados por caças, o exército israelita avisa que “atuará contra qualquer tentativa de danificar a vedação de segurança ou atacar soldados ou civis israelitas”. O movimento radical palestiniano Hamas indicou esperar dezenas de milhares de manifestantes, também em protesto contra a mudança da embaixada norte-americana.

Na terça-feira, os palestinianos assinalam o ‘Nakba’ (desastre, em árabe), que designa o êxodo palestiniano em 1948, quando pelo menos 711 mil árabes palestinianos, segundo dados da ONU, fugiram ou foram expulsos das suas casas, antes e após a fundação do Estado israelita.

Enquanto os conflitos se adensam, na cerimónia de inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém, onde Donald Trump apareceu numa mensagem de vídeo, falou-se várias vezes de paz.

Primeiro foi Trump, que apareceu em vídeo a dizer que continua comprometido com a mediação do conflito israelo-palestiniano, e a afirmar que Israel é uma nação soberana e, como tal, capaz de determinar a sua própria capital. Depois foi a vez de o genro e conselheiro Jared Kushner subir ao palco para saudar o passo dado pelos norte-americanos. E para, mais uma vez, falar de paz.

“Como podemos ver dos protestos do mês passado, e os de hoje, a violência é parte do problema e não parte da solução. Os EUA estão preparados para apoiar um acordo de paz em todos os termos que forem possíveis. Acreditamos que os dois lados ganham mais se os povos puderem viver em paz e livres de perigo, livres do medo e capazes de prosseguir os seus sonhos”, disse.

Jared Kushner acrescentou ainda que Jerusalém é uma “cidade única na história da civilização”. Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, subiu ao palco na cerimónia de inauguração da embaixada para agradecer a Donald Trump. “Obrigado presidente Trump por ter a coragem de manter as promessas, e obrigado por manter os nossos povos mais próximos do que nunca”, disse, acrescentando ainda que, “ao reconhecer a história, Trump está a fazer história”.

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