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Politica

Conflitos na RDC podem aumentar número de deslocados nas Lundas

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O conflito no leste da República Democrática do Congo e a instabilidade na fronteira com Angola continuam a merecer a análise dos especialistas. O académico José Inácio disse à Rádio Correio da Kianda que a situação que se vive naquela região pode criar instabilidade e afectar Angola, com fluxo de deslocados para as províncias das Lundas.

Dados da Agência da ONU para os Refugiados, ACNUR, destacam que a crise na RDC gerou 6,2 milhões de deslocados internos e 1,3 milhão de refugiados, sendo que a maioria das pessoas deslocadas (94%) está no leste do país.

José Inácio entende, por outro lado, que o fluxo de deslocados pode fomentar o contrabando. A situação pode levar o executivo a ter que aumentar a presença das Forças Armadas Angolanas ao longo da fronteira para prevenir qualquer tentativa de rebeldes afectos ao M23.

Defende a continuidade dos esforços dos governos de Angola, RDC e Ruanda e das organizações regionais e internacionais para se alcançar a almejada estabilidade na região.

Desde a intensificação dos conflitos entre as Forças Armadas da RDC e o M23, em Kivu do Norte, que Kinshasa e Kigali estão de costas viradas, com a RDC  a acusar o Ruanda de financiamento ao grupo rebelde, acusação negada pelo presidente Kagame.

Numa nova página do conflito, recentemente, os Estados Unidos da América reconheceu publicamente e condenou o apoio de Ruanda ao M23, apelando ao governo ruandês para retirar imediatamente todas as suas forças do Congo.

Apelou, igualmente, aos rebeldes para se retirarem das suas actuais posições perto de duas áreas urbanas na província do Kivu do Norte.

“É essencial que todos os estados respeitem a soberania e integridade territorial mutual e responsabilizem os responsáveis por abusos de direitos humanos no leste do Congo”, disse, o Departamento de Estado norte-americano em uma declaração.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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1 Comment

1 Comment

  1. Tomatala

    21/02/2024 at 3:10 pm

    Angola deveria ajudar ao envez de alinhar-se com o occidente agressor e seus assassinos en serie kagame e Museveni para a Neicolonizacao continuada da África e o ROUBO CONTINUO DE MINERAIS ESTRATÉGICOS NA RDC.

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