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A voz do Cidadão

Como salvar os profissionais da área da cultura de uma futura crise?

Redação

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A covid-19 está a servir de lição para muitos países, essencialmente africanos, tendo em conta que está a permitir fazer um real diagnóstico dos grandes problemas que afligem os países.

No entanto, o sistema de saúde é o sector mais afectado pelos diversos motivos e nenhum SNS mostrou-se preparado para fazer frente à covid-19, tiveram todos que adaptar-se à nova realidade e com a devida dedicação criar estratégias para atenuar a propagação do vírus.

Por outro lado, na minha opinião, o segundo sector mais afectado é o da Cultura, por se tratar de uma indústria dependente das massas e com as restrições de número de pessoas nos espaços, todos os espectáculos e apresentações foram cancelados. E agora? Como sobreviver com a escassez de espectáculos?

Os profissionais da cultura geralmente não ganham um salário fixo, é uma vida sujeita a imprevisibilidades e com o surgimento da pandemia é fácil calcular o devastador prejuízo à classe. Deste modo, face todas as condicionantes, defendo que devemos criar mecanismos de um regime contributivo e social da classe, tendo em vista a protecção do artista numa possível crise como a que estamos a viver, doença, invalidez, velhice, morte e até em casos de parentalidade.

Assim sendo, é fundamental olhar para o momento com algum aprendizado e quem sabe futuramente, reter uma certa percentagem dos ganhos com os espectáculos, com as vendas e com as outras formas de desenvolver a cultura para evitar o colapso do sector.

Em outras latitudes, destacando aqui Inglaterra e França, decidiram subvencionar o sector e garantir benefícios a pequenas empresas e empreendedores individuais, por outro lado, no Equador, o governo propôs um esquema de remuneração para artistas de menor renda para realizarem as suas apresentações a partir de casa, tal como o nosso “Live no Cubico”.

Portanto, é de extrema importância olhar para o sector da cultura, uma vez que é um sector estratégico para o desenvolvimento económico e social de qualquer país, pois gera emprego e ajuda a diminuir o risco de jovens delinquentes nas ruas.

Por: Victor Hugo M. Teixeira

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