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Educação Financeira

Como poupar no regresso às aulas

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Já estamos em Setembro, quando ler este artigo, será o 1º dia de Setembro hoje é o dia oficial para a abertura do ano lectivo tanto o ensino público e ensino privado, tendo que hoje as escolas abrem, excepto as universidades que só será em Outubro.

Com o arranque do ano lectivo 2021/22 é imperativo começar-se a preparar tudo para um bom regresso às aulas, com calma e sem preocupações acrescidas. Mas esta não é, infelizmente a nossa cultura. Por exemplo ontem, as multidões e as filas no mercado do São Paulo e as filas às portas das lojas de venda de material de papelaria e escritório. De certeza que o «deixar tudo para o fim dos prazos» continuará hoje e nos próximos dias, pois a maioria das escolas abrirão as portas a 6 de Setembro (Segunda-feira).

Nada melhor por isso do que deitar mãos à obra a tempo de deixar tudo pronto com ou sem correrias. Da mochila ao estojo e lápis, passando pelos manuais e outros livros eventualmente necessários, roupa e calçado para o dia a dia, a lista parece sempre interminável e as despesas parecem multiplicar-se, sobretudo para quem tem dois ou mais filhos, uma vez que o orçamento familiar não estica, já para não falar de quem acabou de ser sobrecarregado com outros pagamentos mensais frequentes e outros extraordinários.

Poupar é por isso a palavra de ordem e para que os petizes tenham os materiais necessários e solicitados pelas escolas e aquilo que os pais possam comprar. É muito complicado poupar quando os materiais tiveram um grande aumento nos preços de 2020 para 2021, mas ainda assim vamos dar alguns conselhos práticos:

Orçamento disponível para o regresso às aulas

O início de um novo ano lectivo, mesmo beneficiando de manuais gratuitos ou não, representa sempre gastos significativos. Esta é também a época de renovar a roupa e o calçado que entretanto deixaram de servir e retomar os ATL e/ou actividades extracurriculares. É assim importante fazer contas para saber com o que pode contar em termos de orçamento e fazer os ajustes necessários para conseguir manter as suas finanças equilibradas, uma gestão que nem sempre é fácil, sobretudo nestas alturas.

Antes de mais, lista

Organizar-se é essencial e não há ferramenta melhor do que uma lista ou várias, dependendo do número de crianças e jovens a seu cargo, do que vai necessitar. Este é um passo que não deve ser nunca descurado, até porque não só facilita a ida às compras como evita a aquisição de coisas duplicadas, além, claro, de ajudar a poupar.
Deverá ser feito um inventário do que tem em casa – aproveite para ver o que já não serve e que já não é usado (roupa, livros, manuais, brinquedos, etc.) e separe para dar, por exemplo ou deitar fora, dependendo do estado – e, a seguir, confronte com a lista anterior para riscar os artigos que podem ser reutilizados.

1 – O regresso às aulas começa dentro de casa
Se este ano quer inverter a tendência consumista e optar por um regresso às aulas mais amigo do ambiente e amigo da carteira dos pais, o primeiro passo é analisar o que tem em sua casa. Ou seja, se o seu filho o ano passado já estava na escola, o mais provável é ter materiais escolares que podem ser reutilizados.
Embora seja tentador estrear, anualmente, materiais escolares, existem sempre compras desnecessárias e que acabam por pesar na carteira. Por isso, em conjunto com o seu filho, analise os materiais ficaram do ano passado ou de anos anteriores.

2 – Compre no comércio local e apenas o que tem na lista
As grandes superfícies comerciais, como os hipermercados, por norma, são a escolha para comprar o material escolar. Porém, se pretende que este ano seja um regresso às aulas diferente, porque não fazer as suas compras no comércio local?

Em termos de sustentabilidade, adquirir os produtos de que precisamos em papelarias de rua, nos mercados ou pequenos negócios locais pode trazer inúmeras vantagens. O primeiro benefício prende-se com o apoio aos pequenos negócios e à economia local.

No entanto, antes de sair de casa para fazer estas compras, é fundamental que faça uma lista. A esta altura, já deverá ter analisado o que tem em sua casa e, agora, só precisa de identificar, entre aquilo que é essencial, o que ainda precisa de comprar.

Lembre-se que uma lista previne compras por impulso, e ajuda-o a comprar a quantidade exata daquilo que necessita. Além disso, as listas de compras são ótimas aliadas para cumprir o orçamento definido para certos gastos.

3 – Tenha atenção aos materiais escolares que compra
Ao comprar uma mochila, avalie a qualidade do material e a intemporalidade do modelo. Afinal, se comprar uma mochila temática, o mais provável é que daqui a um ano ou dois, o seu filho não a queira usar. Ao comprar uma mochila clássica e de boa qualidade, o investimento pode ser superior, mas esta pode durar vários anos. O mesmo se aplica ao estojo.
Em termos de componentes, prefira a origem vegetal, à madeira e ao metal, ao papel e materiais reciclados. Já no caso das esferográficas, informe-se sobre as opções recarregáveis. Esta é uma opção que evita as compras de kits com dez esferográficas de plástico.

5 – Orçamento limitado? Tem opções em 2.ª mão
Caso tenha um orçamento limitado, vai sentir dificuldades em comprar alguns materiais escolares mais dispendiosos, nomeadamente, as calculadoras gráficas. Estas, entre outros materiais mais, regra geral, representam um investimento elevado que não está ao alcance de todas as famílias. Nestes casos, a solução pode passar por obter estes artigos em segunda mão.

Se o seu filho só precisa de certos materiais por tempo limitado, será que vale a pena este tipo de investimento? Na verdade, depois de terminar a escola, muitas pessoas vendem esses artigos nos mais variados sites, grupos de vendas de usados. Contudo, é importante que teste os materiais antes de oficializar a compra e opte por fazer o pagamento de forma segura.
Outra opção, ainda mais económica, é perguntar entre o seu grupo de amigos e familiares se alguém tem estes materiais em casa e se pode emprestá-los ao seu filho.
Lembre-se ainda que também pode ajudar quem mais precisa ao doar materiais escolares antigos, já sem utilidade para a sua família.

6 – Planeie e adquira com antecedência produtos para a lancheira
Um regresso às aulas com espírito do século XXI, tal não engloba apenas os materiais escolares, existem outros fatores que deve ponderar. Um dos pontos que pode fazer a diferença ao nível da gestão do desperdício, passa pelo que coloca na lancheira do seu filho. Ou seja, as escolhas que faz em termos da própria lancheira, termos e marmitas, guardanapos, talheres e copos.
Actualmente, existem soluções bastante amigas do ambiente, que podem diminuir o consumo de recursos, mas também o desperdício. Por exemplo, existem lancheiras de algodão, marmitas e termos em inox, guardanapos de pano, copos e garrafas reutilizáveis. Evite ao máximo a compra de produtos descartáveis, visto que estes representam um grande problema para o meio ambiente.

7 – Sempre com atenção aos cuidados para evitar o Covid 19 e Paludismo
Pese embora estejamos a libertarmo-nos de medidas por causa do vírus Covid 19 e voltarmos quase à normalidade e também por isso o regresso à aulas em massa, os alunos devem comprar e usar os produtos de que evitam o contágio pelo Covid 19, designadamente: as máscaras faciais, o alcool gel, e a limpeza dos pés com tapetes higienizados.

Além disso, usa roupas adequadas e produtos para afastar o mosquito portador da doença do Paludismo. Muita atenção ao final do dia quando os alunos regressam a casa.

“A Educação é a arma mais poderosa do mundo” segundo Nelson Mandela, venho desejar que o ano lectivo 2021/22 corra muito bem e todos os agentes educativos estejam comprometidos com o sucesso no processo de ensino e aprendizagem e em especial para os alunos: que aproveitem ao máximo, pois os custos dos materiais aumentaram e muito para os encarregados de educação e uma da melhores heranças dos pais é o sucesso escolar dos seus filhos, filhas, educandos.

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