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Politica

Comité Central do MPLA convoca Congresso esta sexta-feira

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O que se vai passar no dia 25 de Maio de 2018/Mais uma data que se prepara para ficar na história deste país…

Se tudo correr de acordo com o “road map” já traçado pelo BP, sexta-feira diante do CC JES confirma a sua renuncia da liderança do MPLA, de acordo com a sua promessa anterior segundo a qual deixaria a vida politica activa em 2018. 

Uma promessa em relação a qual o próprio “prometedor” manifestou algumas dúvidas recentemente quanto ao seu cumprimento integral que, pelos vistos, já foram ultrapassadas.
Restará saber a que preço foi feito o compromisso definitivo, que afastou do seio do MPLA o cenário da bicefalia que já tinha começado a provocar os seus primeiros estragos em matéria de coesão interna.

Abre-se assim um periodo de transição no seio do MPLA que passa a ser liderado interinamente pelo Vice-Presidente até à eleição do seu próximo Presidente, o que tem de acontecer num periodo não superior a 90 dias, que é o tempo de preparação de um Congresso extraordinário convocado exclusivamente para dar tratamento a este assunto.

Tudo agora vai depender do que vier a ser deliberado pelo CC, pois ainda admito que possa haver surpresas nesta recta final da transição dos 38 anos de eduardismo para uma nova realidade politico-partidária que já começou a ser edificada sob a batuta de João Lourenço, com todas as rupturas que se conhecem produzidas em tempo recorde.

Os estatutos do MPLA permitem que no próximo Congresso extraordinário mais do que um candidato concorra ao lugar que será deixado vago por JES.Mas são os mesmos estatutos que também impõem que os candidatos ao cargo devem apresentar a sua moção de estratégia.

Ora como se sabe o MPLA concorreu às eleições do ano passado com a “Moção de Estratégia do Líder” aprovada no Congresso de 2016 que, obviamente, foi subscrita por JLo. Muito dificilmente poderia surgir agora um candidato que em menos de três meses conseguisse elaborar uma outra moção de estratégia para confrontar a que está a ser implementada.

Não havendo uma nova moção de estratégia, está posta de lado a possibilidade de neste Congresso Extraordinário surgir um outro candidato que possa enfrentar JLo, que já foi confirmado como sendo a única aposta do BP para substituir JES, restando saber se o ainda Presidente do MPLA “abençoou” esta escolha.

Seja como for, a última palavra caberá sempre ao Comité Central que depois de ter sido esvaziado da sua importância durante os últimos anos, parece ter voltado a ocupar o seu verdadeiro lugar na hierarquia do maior partido angolano.