África
Combustíveis sobem em Moçambique e Executivo fala em ajuste inevitável
O Governo da República de Moçambique procedeu ao aumento dos preços dos combustíveis no país, medida que o Executivo classifica como um ajuste inevitável face ao actual contexto do mercado internacional e às dificuldades de abastecimento.
O anúncio foi feito pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma visita de trabalho à província de Tete, onde reconheceu que o aumento dos preços, já em vigor, foi uma decisão inevitável após um período de contenção.
Segundo o Chefe de Estado, o Governo manteve os preços inalterados durante cerca de dois meses, na expectativa de melhoria do cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas e impactos nas cadeias logísticas globais.
“O problema dos combustíveis não é só de Moçambique, é de todo o mundo”, afirmou o Presidente, acrescentando que a decisão foi tomada para garantir a continuidade do abastecimento regular nos postos de venda.
Daniel Chapo explicou ainda que o país vinha enfrentando dificuldades no fornecimento, com redução de stocks, encerramento de postos e longas filas, situação que contribuiu para a necessidade de revisão dos preços.
O Presidente sublinhou também que a chegada de novos carregamentos com custos mais elevados tornou insustentável a manutenção da antiga tabela, defendendo o reajuste como forma de estabilizar o mercado interno.
Apesar do aumento, o Executivo moçambicano garante que os preços dos combustíveis no país continuam entre os mais baixos da região, quando comparados com países como Zimbabwe, Malawi, Zâmbia e África do Sul.
“Não podemos permitir agitação nem desinformação”, alertou o Presidente, apelando à calma da população e ao reforço da estabilidade social.
Com a nova tabela em vigor, o gasóleo regista a maior subida, cerca de 45%, enquanto gasolina, petróleo de iluminação, gás de cozinha e gás natural veicular também sofreram ajustamentos em alta.
