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Sociedade

Comboios são melhores para mobilidade em Luanda, defende economista

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O economista José Ambrósio é de opinião que em vez do Executivo investir na aquisição de autocarros, tendo em conta a dificuldade de mobilidade nas cidades, o académico defende a promoção de investimentos nos transportes de massa, que são os comboios eléctricos.

José Ambrósio disse que atendendo a moldura humana que Luanda acolhe, os autocarros não correspondem a demanda. Por outro lado, disse que “o nosso país é rico em recursos energéticos, mas defende também, a descentralização do sector dos transportes, para envolver a classe empresarial privada”.

De recordar que o Executivo anunciou a aquisição de 600 autocarros de marca Volvo, e a construção de uma fábrica de montagem destes veículos, na Zona Franca da Barra do Dande, província do Bengo.

A revelação é do Ministério dos Transportes que prevê investir 323,5 milhões de euros. A medida, segundo o documento que a Rádio Correio da Kianda teve acesso, visa diminuir a dependência das importações e promover a autonomia industrial do país, e depois exportar para os países vizinhos. A medida. segundo o Ministério. vai garantir também arrecadação de divisas.

Quanto a fábrica de montagem de autocarros, o economista considera de fabulosa. É de opinião que o executivo pode contemplar também o fabrico de componentes para o fabrico desses automóveis, atendendo aos recursos que o país tem.

O especialista entende que o governo poderia criar uma outra linha de montagem de camiões de mercadorias, e o país poderia importar somente o chassi e a cabina.

No documento citado anteriormente, o Ministério dos Transportes esclarece que do montante global, 90 milhões de euros destinam-se à construção da fábrica, que terá como objectivo reduzir a dependência das importações e de promover a autonomia industrial do país. Prevê-se que a fábrica possa vir a exportar veículos para os países vizinhos, contribuindo, acentuadamente, para a arrecadação de divisas, mais postos de trabalho no âmbito da diversificação da economia.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.