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País

Comandante Panda critica “Cofre dos ricos”

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O Comissário-Geral da Polícia Nacional, Eduardo Mingas Panda criticou, na manhã desta terça-feira, em Luanda, o facto de o Cofre de Previdência do pessoal da Polícia Nacional, uma associação mutualista, ter alinhado, nestes últimos dez anos a um tipo de funcionamento que chamou de “ilitista”.

O número um da Polícia angolana falava na abertura da décima assembleia geral ordinária daquela associação que decorreu no auditório do Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais, em Luanda.

No seu discurso de abertura, Eduardo Mingas Panda chamou atenção dos delegados e representantes a aproveitarem a ocasião para consolidar a discussão sobre o trabalho da associação bem como o tipo de produtos que oferecem aos associados.

“Espero que esta assembleia seja aproveitada por vocês para discutir sem receios nem tabus os problemas do cofre. É preciso uma reflexão aturada sobre o trabalho feito por essa direcção que tem já dois mandatos” frisou o dirigente.

Continuando com a sua intervenção, Panda disse: “é preciso procurar fazer do cofre uma instituição solidária, que esteja ao serviço de todos os contribuintes e não apenas de um pequeno grupo de polícias que goza de privilégios” rematou o também presidente da Mesa de Assembleia do Cofre do Pessoal da Polícia Nacional, Eduardo Mingas Panda.  

De recordar que o Cofre de Previdência controla todos os efectivos da Polícia Nacional e arrecada receitas por via de descontos na fonte e tem por missão apoiar os associados no âmbito da saúde, estudo, habitação através de concessão de créditos e outros apoios correlativos.

O Cofre para além de ter o Comandante Geral da Polícia Nacional como Presidente da mesa da Assembleia Geral, por inerência do cargo, é dirigido por um Presidente de Direcção, eleito por maioria absoluta num congresso electivo.

Luís Alexandre, Comissário e economista de formação lidera-o há dez anos e lhe têm sido apontados algumas acções que fortaleceram a instituição como o aumento do seu capital, construção de infraestrutura e institucionalização de créditos diversos.