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Sociedade

Agente da Polícia morto a tiro pelo próprio chefe

 Segundo a fonte do Serviço de Investigação Criminal,  o comandante da esquadra do Distrito Urbano do Talatona estava embriagado no momento do incidente.

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Um agente da Polícia, cujo nome não foi revelado, foi morto a tiro, na terça-feira, às 19 horas, pelo seu próprio chefe, o comandante da esquadra do Distrito Urbano do Talatona, província de Luanda, soube o Jornal de Angola de fonte do Serviço de Investigação Criminal (SIC).

O comandante, superintendente de patente, já se encontra detido. Segundo testemunhas, os disparos atingiram igualmenteoutro agente e um oficial da corporação que se encontravam em serviço na estrada do Lar do Patriota. Os dois efectivos ficaram gravemente feridos e foram levados para uma unidade hospitalar, onde recebem tratamento médico.

“O comandante encontrava-se altamente embriagado, ao ponto de, no dia seguinte, não se ter lembrado do crime que cometeu e que vitimou o seu agente de serviço”, disse a fonte do SIC.

O agente da Polícia Nacional, que morreu no local, foi enquadrado recentemente nas fileiras da corporação e encontrava-se de serviço quando foi atingido pelo comandante com vários disparos de uma pistola.

O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação Provincial do Ministério do Interior em Luanda, intendente Mateus Rodrigues, anunciou que foi aberto um inquérito para apurar as circunstâncias que estiveram na origem da tragédia.

Mateus Rodrigues explicou que a Polícia Nacional abriu igualmente um processo-crime e um outro processo disciplinar contra o comandante do Distrito Urbano do Talatona no sentido deste ser responsabilizado.

O processo-crime culmina com o  julgamento junto do Tribunal Provincial de Luanda, e caso fique provado a culpa do comandante, a moldura penal pode chegar aos 24 anos de prisão.  O processo disciplinar instaurado pode culminar com a sua expulsão da corporação.

Para Mateus Rodrigues, uma vez que não se sabe ao certo a origem da tragédia que vitimou o agente da corporação, os cidadãos que testemunharam a ocorrência devem prestar informações às autoridades, visando imprimir maior celeridade no processo em curso.

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