Sociedade
Cólera já matou 3 pessoas da mesma família no Dangereux
Pelo menos cinco pessoas morreram de cólera, entre as quais três membros da mesma família, na sequência de 20 casos notificados no dia 23 deste mês, no bairro Dangereux, distrito urbano da Camama, no município de Talatona, em Luanda, revela a Comissão Intersectorial de Combate à Malária e Cólera.
De acordo com a Comissão Interministerial de Combate à Malária e Cólera, há registo de aumento exponencial de casos de diarreia aguda, acompanhados de vómitos e em dois casos foram detectados laboratorialmente a presença de vibrião colérico do tipo 1.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a existência de um caso confirmado em laboratório é suficiente para a declaração de uma epidemia, o que levou as autoridades sanitárias a mobilizarem-se no sentido de eliminar rapidamente todos os pressupostos que possam conduzir à propagação do vibrião colérico.
Nas unidades sanitárias do município de Talatona estão a ser reforçadas as condições de atendimento, seguidas de refrescamento e capacitação do pessoal clínico para um diagnóstico rápido e eficiente, uma acção que está a ser extensiva a toda a rede hospitalar em Luanda. A nível das unidades sanitárias circunvizinhas do local onde foram notificados os casos de cólera, nomeadamente no Hospital Geral de Luanda, Centro de Saúde da Samba, Benfica e Mbondo Chapé foram estabelecidos centros de tratamento de cólera.
O documento esclarece que estão em curso acções no sentido de repor o máximo possível a capacidade de abastecimento de água canalizada, no bairro Dangereux, incluindo a montagem de reservatórios nas unidades sanitárias e algumas escolas. Pelo menos 500 activistas foram mobilizados para uma campanha intensiva de visitas domiciliares, para a sensibilização das famílias para a desinfecção da água de consumo caseiro com solução-mãe de hipoclorito de cálcio, higiene pessoal e ambiental, bem como melhor gestão do lixo doméstico.
No que diz respeito à higiene ambiental está a ser executado um plano para a remoção do lixo deposito no leito do rio Cambamba, que atravessa o bairro Dangereux, assim como a construção de latrinas familiares e comunitárias.
