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CÍVICOP entrega hoje aos familiares ossadas de seis vítimas do 27 de Maio de 1977

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A Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória e Homenagem às Vítimas dos Conflitos Políticos (CÍVICOP) entrega, esta sexta-feira, 10, aos familiares as ossadas de seis vítimas dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977, dando continuidade ao processo de identificação e restituição dos restos mortais iniciado no âmbito do Plano de Reconciliação Nacional.

As urnas contêm as ossadas de Guilherme Miguel da Silva “Brito”, Francisco Manuel, Adão Pedro, Paulo Sebastião Pedro, Isaías João, conhecido por “Lágrimas do Povo”, e Nicolau João Kigiba, cujas identidades foram confirmadas por exames de genética forense.

A identificação resulta do trabalho desenvolvido pelo Laboratório Central de Criminalística, que recorre à comparação de perfis genéticos das ossadas exumadas com amostras biológicas fornecidas pelos familiares. O processo integra os esforços do Estado angolano para esclarecer o destino de vítimas dos conflitos políticos e proporcionar às famílias o direito de sepultar os seus entes queridos com dignidade.

Durante a cerimónia, consta da agenda uma intervenção da especialista em genética forense do Laboratório Central de Criminalística, testemunhos de familiares e a entrega simbólica das urnas.

No sábado, 11, decorrem as cerimónias fúnebres e o enterro dos restos mortais, exumados da vala comum do Cemitério da Mulemba. As vítimas são sepultadas no Cemitério do Benfica.

Criada em 2019, a CÍVICOP tem a missão de localizar, identificar e entregar às famílias os restos mortais de vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002. Entre os episódios abrangidos pelo seu mandato estão os acontecimentos de 27 de Maio de 1977, uma das páginas mais marcantes da história contemporânea do país, cujas consequências continuam a mobilizar os esforços de reconciliação nacional.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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